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1 de abr de 2011

PARRESÍA - A Coragem de dizer a Verdade


“A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras”. Aristóteles

‎"No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem ganhou os principais jornais do mundo. O rapaz, que ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" ou "o homem dos tanques" foi eleito pela revista TIME como um das pessoas mais influentes do séc. XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje".

Não são raras as ocasiões em que preferimos nos abster de dizer a verdade. Também não são infundadas as razões pelas quais optamos por proceder assim. De fato, se ousarmos manifestar o que pensamos, tornaremo-nos, no mínimo, indesejáveis e, se considerarmos que uma das excelências humanas está justamente na capacidade de convívio, no cultivo de aprazíveis relações, nada mais coerente.

Parresía é o termo em grego para designar a coragem de se dizer a verdade, expor tudo, de se falar com franqueza. O filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), em sua obra “O governo de si e dos outros”, tratará desta antiqüíssima noção e seu uso político desde os primórdios da politéia (constituição) e da democracia na Grécia.

A palavra certa, proferida no momento adequado (kairós – tempo oportuno) pode denunciar injustiças, impor lucidez e também ferir. Metralhadora ou flecha certeira, dispará-las pode aniquilar moralmente um (a) poderoso (a). Eis a parresía.

Estar convicto é fundamental. Se tratar-se de mero atrevimento, levianamente irresponsável, o dano pode ser irreversível, sobretudo se houver platéia. Mesmo que se tente remediar, a ardilosidade de se ofender em público e se retratar em particular é expediente inaceitável.

A parresía é uma virtude e seu emprego pode se dar tanto na esfera pública quanto na privada. Algumas características lhe são peculiares: uma delas é a de que o destemido que confrontar o poder com a verdade esteja em condição subalterna a seu interlocutor. Não há parresía quando um pai repreende um filho, um professor contesta seu aluno ou o patrão adverte o funcionário.

Embora seja delicado sermos parrésicos na vida privada, pois há de se ter muita intimidade e confiança para que, sem magoar, sejamos autênticos, quando a verdade é proferida sem malícia, não se guarda rancores. Por isso, para nosso próprio bem, num verdadeiro amigo a parresía deve ser incentivada.

No entanto, mesmo que estejamos cônscios de que evitar o confronto, abstendo-se de uma corajosa franqueza implica numa fatura onde se discrimina hipocrisia, falsidade, fingimento e mentira, sobretudo no âmbito das relações familiares e de amizade, quem teria coragem de dizer assim, na lata, que o filho é um ingrato? Que, inconvenientes, os progenitores do cônjuge são insuportáveis? Que o cunhado é um inútil e a cunhada, a hypokrisía em pessoa? Você diria que, após a blefaroplastia*, sua amiga a faz lembrar Sartre?

Ser parresiasta (parrésico ou Parresiázesthai) não é ser irônico, crítico, persuadir ou desafiar proferindo ofensas e insultos gratuitos. Isso é mera opinião (dóxa), não necessariamente uma opinião verdadeira (dóxa alethés). E, salvo raras exceções – desde que a recusa não se dê por covardia ou tibieza –, tanta franqueza é até dispensável.

Na vida privada em desavença, território propício ao império de “futrica de comadres”, as conseqüências de dizer a verdade podem ser relativamente mensuráveis e, dependendo do caso, mesmo que desconfortável, o máximo que pode acontecer é o rompimento de relações comprovadamente desarmoniosas e inautênticas, algo capaz de revelar-se até benéfico à saúde psíquica.

Mais que uma recusa à mentira, à bajulação, peculiar na parresía é haver um alto preço a ser pago. Por isso, será no âmbito da vida profissional e cívica que optar por dizer a verdade pode acarretar implicações gravíssimas, de alcance imprevisível e inimaginável: retaliações, demissões, exílio e até mesmo a morte.

É no dizer público que a parresía é mais parresía. Foucault afirma que “as diferentes maneiras de dizer a verdade podem aparecer como formas” e analisa quatro delas: estratégia de demonstração, de persuasão, de ensino e de discussão.

Embora possa utilizar elementos de demonstração, a parresía não é uma maneira de demonstrar: “não é a demonstração nem a estrutura racional do discurso que vão definir a parresía”.

Quanto à retórica, diz ele: “a parresía como técnica, como procedimento, como maneira de dizer as coisas, pode e muitas vezes deve efetivamente utilizar os recursos da retórica (...) a parresía se define fundamentalmente, essencialmente e primeiramente como o dizer-a-verdade, enquanto a retórica é uma maneira, uma arte ou uma técnica de dispor os elementos do discurso a fim de persuadir.” Sem dúvida, a retórica não se ocupa com o fato do discurso ser ou não verdadeiro e isso é essencial à parresía.

Sobre ser uma maneira de ensinar, uma pedagogia, Foucault também refuta dizendo haver: “(...) toda uma brutalidade, toda uma violência, todo um lado abrupto da parresía, totalmente diferente do que pode ser um procedimento pedagógico. O parresiasta, aquele que diz a verdade dessa forma, pois bem, ele lança a verdade na cara daquele com quem dialoga ou a quem se dirige (...)”.

E complementa dizendo que “(...) quem diz a verdade lança a verdade na cara desse interlocutor de maneira tão cortante e tão definitiva, que o outro em frente não pode fazer mais que calar-se, ou sufocar de furor (...)”.

Seria a parresía uma maneira de discutir? Pertenceria à Erística? Éris é a deusa da discórdia (disputa, querela) e esse termo compreende “uma arte da controvérsia e do debate, desenvolvido principalmente pela Escola de Mégara (séc. V-IV)”. Não. O parresiasta não tem por télos (finalidade) discutir, mas dizer: “Há, de um lado, um dos interlocutores que diz a verdade, e que se preocupa, no fundo, com dizer a verdade o mais depressa, o mais alto, o mais claro possível; e depois, em face, o outro que não responde, ou que responde por outra coisa que não são discursos”.

Michel Foucault afirma que a parresía é uma certa maneira de se dizer a verdade, mas que esta maneira não pertence à erística (arte de discutir), nem à pedagogia (arte de ensinar), nem à retórica (arte da persuasão) nem tampouco a uma arte da demonstração: “Não a encontramos no que poderíamos chamar de estratégias discursivas”.

Pode-se servir da parresía para emitir lições, aforismos, réplicas, opiniões, juízos etc., mas o que mais a caracteriza, onde há verdadeiramente parresía, é quando não se fica impune ao pronunciá-la.

Ele diz crer que, se quisermos analisar a parresía, não devemos nos ater ao “lado da estrutura interna do discurso, nem do lado da finalidade que o discurso verdadeiro procura atingir o interlocutor, mas do lado do locutor, ou antes, do lado do risco que o dizer-a-verdade abre para o próprio interlocutor”.

Arriscado, proferir a verdade é encontrar a fúria: “é abrir para quem diz a verdade um certo espaço de risco, é abrir um perigo em que a própria existência do locutor vai estar em jogo.” De fato, é se expor pelo que o Homem mais preza: liberdade. Corajosos, Parresiázesthai estão dispostos a morrer por ela.

(*) Blefaroplastia – cirurgia plástica de pálpebras.
 
---*---
 
Exemplo recente de PARRESÍA: 

  Alexandre Schwartsman
O diálogo abaixo certamente contribuiu para torná-lo ex-Economista-Chefe do Banco Santander.

"Em palestra no seminário Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011, o economista-chefe do Santander Brasil e ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, chamou de “contabilidade criativa” a cessão onerosa de 5 bilhões de barris da União para a Petrobrás.
 
Ao ter a palavra no evento, o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, defendeu o processo e disse que Schwartsman tinha chamado “indiretamente” o processo de contabilidade criativa.
 
- Não foi indireto não – retrucou Schwartsman, que ainda estava na mesa principal do evento, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Valor.
 
- Porque é verdade – acrescentou Schwartsman.
 
Gabrielli voltou a responder ao economista, lembrando que a Petrobras recebeu R$ 132 bilhões pela capitalização e pagou R$ 74 bilhões pelos 5 bilhões de barris.
 
- Se isso não é caixa, eu não sei o que é caixa – questionou o executivo.
 
- Caixa é dinheiro, não é promessa – voltou a responder Schwartsman.
 
Irritado, Gabrielli voltou a questionar o economista do Santander.
 
- Não é promessa nenhuma. São fatos. Ele comprou ações por um determinado valor e recebeu dinheiro de outro – afirmou.
 
- Cadê o dinheiro? -, voltou a perguntar Schwartsman.
 
- Tá no Tesouro – afirmou Gabrielli.
 
-Só na cabeça dos contadores do Tesouro – encerrou o economista, recebendo os aplausos de parte da platéia.
 
Em sua apresentação, Schwartsman tinha criticado a política fiscal expansiva do governo e afirmado que “entra qualquer coisa” no cálculo do superávit primário e que “houve criatividade contábil” para fechar as contas.
 
O economista do Santander comentou ainda que o baixo nível de poupança do país não se deve ao elevado consumo das famílias, mas sim do governo. Ele disse não acreditar que vá ocorrer “tão cedo” uma redução dos gastos do governo.
 
- Esperaria por isso sentado e em uma posição bem confortável.
 
Na sua avaliação, o superávit primário foi, na realidade, de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos dos bens e serviços produzidos no país). Cálculos de outros economistas renomados sugerem, citou Schwartsman, algo entre 0,5% e 1%.
 
O ex-diretor do BC disse que o corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo governo deveria ter sido maior, entre R$ 85 bilhões e R$ 100 bilhões.
 
Segundo os dados oficiais do governo, o país fez uma economia de R$ 101,696 bilhões, ou 2,78% do PIB em 2010. Como a meta era chegar a no mínimo 3,1% do PIB, o governo teve de descontar parte dos investimentos feitos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – R$ 11,7 bilhões (0,32% do PIB) – para fazer a conta fechar, como aconteceu em 2009. Nessa conta, entrou uma receita extra de R$ 32 bilhões da capitalização da Petrobras.
 
Schwartsman saiu do seminário antes do seu encerramento e com isso não chegou a falar novamente com Gabrielli depois da troca de farpas."


Quando uma imagem vale mais que mil palavras:

17 comentários:

Diário da Joaquina disse...

Oi Lu, obrigada pelo recadinho no meu blog. Não posso sair, tomo conta de uma obra e hoje como tôda sexta feira é dia de pagar os pedreiros e essa é uma atribuição minha. Divirta-se. Pode me fazer uma coisa? Dê um grande abraço a Consuelo e diga-lhe que eu enviei.
Pago a você quando nos encontrar. rs, beijos Neide Felix do Diário da Joaquina. rs rs

João Carlos disse...

olá Lú!
parabéns pelo tema! importante e atual,haja vista os conflitos mundiais multiplicando-se da maneira que estão.talvez causados, em muitas ocasiões, pela relutância em ouvir e reconhecer uma verdade verdadeira!!!
o seguinte paragrafo:

Pode-se servir da parresía para emitir lições, aforismos, réplicas, opiniões, juízos etc., mas o que mais a caracteriza, onde há verdadeiramente parresía, é quando não se fica impune ao pronunciá-la.

pergunto: é possivel a parresía no mundo dos negócios? parece que, o sujeito de seu exemplo, pagou um preço bem alto por tal audácia.
bjs
JCW

Luciene Felix disse...

Gratíssima por sua manifestação amigo querido.

E o que seria essa "verdade verdadeira" à qual relutamos em ouvir e reconhecer?

Que há o "ethos" na "physis" e o "ethos" do homem?

Que o primeiro "é" enquanto que o 2º é um eterno "vir-a-ser"? É o que se sabe.

Indagar sobre "verdade verdadeira" quase emudece a Filosofia, rs.

Sem dúvida que sim amigo. Parresía SE DÁ/OCORRE no mundo dos negócios.
Todo o mundo/vida/ethos é negação do ócio (ação). Apropriadamente, é na conduta profissional, que afinal também é cívica, que a Parresía revela seu esplendor.

Elevado custo é condição "sine qua non": "Mais que uma recusa à mentira, à bajulação, peculiar na parresía é haver um alto preço a ser pago. Por isso, será no âmbito da vida profissional e cívica que optar por dizer a verdade pode acarretar implicações gravíssimas, de alcance imprevisível e inimaginável: retaliações, demissões, exílio e até mesmo a morte."

Indômitos, corajosos, heróis são mesmo audaciosos.
O tempo os julga, alçando-os ao Olimpo.
Heráclito já dizia ser do elemento Fogo elevar-se.


O sujeito citado, por exemplo, nasceu com o planeta Marte (Áries) no signo Solar de Leão.
Planeta de Fogo em Signo de Fogo, o guerreiro que o habita é régio.
Lamento que não esteja na Academia, ambiente apropriado às suas 'apropriadíssimas' aspirações.

Bjs,
lu.

Anônimo disse...

Lu:

Então, para ser parrésico tem que botar o pescoço a prêmio? Me diga, vale a pena fazer isso nos dias de hoje?
Obrigada por responder. Muito bom esse texto!

Anônimo disse...

Bom dia bonito blogue , gostei bastante, penso que poderiamos tornar-nos blog palls :) lol!
Aparte de piadas sou o Luís, e como tu escrevo blogues embora o tema domeu blogue é muito distinto de este....
Eu escrevo blogs de poker sobre ofertas grátis sem ter de fazer depósito sem arriscares o teu capital......
Gostei bastante aquilo li aqui!

Luciene Felix disse...

Sim.
Necessariamente DEVE haver o risco de perder coisas tangíveis, concretas, materiais, seja o posto, o dinheiro ou até a vida.

Quer seja nos dias de hoje, de ontem ou de amanhã, questão de valores, fazer isso não interessa (nem caberia) à massa, cuja (limitada) razão trafica com a carne.

É assim que a vasta boiada caminha para o Hades.

Mas, metanóicos*, quem olha para cima, vislumbrando as estrelas, ambiciona o eterno.

Vou selecionar alguns textos + elucidativos (postados aqui mesmo, neste nosso Blog) para ajudá-lo a compreender melhor essa questão amigo.

Que bom que gostou!
Bjs,
lu.

Chutando a Lata disse...

Belo Texto. Hoje cliquei no seu blog procurando algo sobre preconceito. Neste seu texto, que lerei várias vezes, não porque me seja dificil entendê-lo, mas para saboreá-lo melhor, encontrei algumas pistas. Mas me pergunto: e a escravidão para os gregos, seria uma verdade tolerável? E as outras formas de excluir, não estariam presentes lá?

Luciene Felix disse...

Brigadão por apareces aqui Marco.
Ausência de virtudes, de excelência (areté), creio ser a principal exclusão.

Bem, "politicamente incorretíssima", a sociedade grega era escravocrata mesmo amigo.

Nem cidadãos nem escravos eram os "metecos" (estrangeiros) que comerciavam e por "métexis" (participação) eram tolerados.

Para eles, a grande maioria dos homens eram destituída da capacidade de pensar e agir.
Desse modo, eram considerados meros "instrumentos" e, tal qual uma lira, necessitavam de alguém que soubesse "extrair" algo deles.

Eugenistas, havia tb a "nau dos insensatos", onde embarcavam leprosos, mendigos, "loucos", etc, e lançavam ao mar.

Dê uma conferida no que diz Platão sobre isso (diferença entre os homens) aqui: http://lucienefelix.blogspot.com/2009/01/alma-em-plato-o-paradoxo-de-sermos.html

Outro texto categórico em relação a esse tema é "O mito das raças" (Ouro, Prata, Bronze etc), em Hesíodo, que, junto a Homero é um dos maiores aedos (poetas) da época arcáica (só para contextualizar, Platão já é bem recente, Grécia Helenista - arcáica/clássica/helenista).

Bjs,
lu.
PS: Preciso linkar seu Blog!

Anônimo disse...

Lu,

Vc como sempre fantástica!! Clara e didática!!

Parabéns!!

Bjs

Luciana berardi

Ana Lucia disse...

Fiquei feliz de ter descoberto seu blog, inteligente,didático,sério, mas sem frescuras...Pretendo me aventurar mais no que o blog oferece.Obrigada!

Luciene Felix disse...

Queridas Luciana e Ana Lucia,

Sou eu quem agradece pela visita meninas! Fico feliz que estejam gostando.

Um grande beijo,
lu.

Anônimo disse...

olá Lú!
exemplos práticos da ausência da parresía e suas consequencias, principalmente em lugares onde sua falta será sentida por todos, quer saibamos ou não de sua.
Paul Krugman:
15/04/2011 - 10h46
Quem é sério de verdade?
O deputado Paul Ryan, presidente do Comitê Orçamentário da Câmara dos Deputados norte-americana, parece irritado. E o motivo é compreensível: para grande alívio dos progressistas, o presidente Obama decidiu expor o seu blefe.
Mas depois disso as pessoas que de fato compreendem a matemática do orçamento começaram a fazer seu trabalho, e ficou claro que a proposta não tinha coisa alguma de sério. Na verdade, era uma piada de mau gosto. As únicas coisas verdadeiras do plano eram os cortes ferozes na assistência aos necessitados e aos desprovidos de seguro-saúde, grandes cortes de impostos para as empresas e os riscos, e a privatização do plano de saúde federal Medicare. Todos os supostos cortes de custos eram pura fantasia. continua em :
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/903058-quem-e-serio-de-verdade.shtml
bjs
JCW

Ana Laura disse...

Ei Lu! Passei para deixar um beijo na minha amiga filósofa, cultíssima chic! Seus artigos colaboram muito para ampliar meus conhecimentos. Comecei a ler seu livro. Muito sensível!

bj e saudades,AL

Ana Laura disse...

Esqueci de dizer:Que D'us te abençoe grandemente todos os dias! AL

Luciene Felix disse...

Que D'us te abençoe tb Aninha!
E a todos que lhe são caros.

Uma das vantagens de ensinar, é que a gente aprende, rs.
Brigadão pela postagem amiga.

Bjs,
lu.

TELMA GUEDES disse...

...e quem disse q a virtude é um presente de Deus...é sim, um fardo!...mas imprescindível de se vive-la!

Francisco Wirton disse...

Parabéns pela visão diferenciada de ver o mundo, pois acredito que escrevemos aquilo que acredtiamos.

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ESCOLHA & CLIQUE (leia no topo). Cultura faz bem ao Espírito!

Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

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As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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