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01/10/2014

O mito do Minotauro - a tragédia da ganância


"As ações de Zeus respeitam e reforçam princípios reconhecíveis de justiça". Charles H. Kahn

Aristóteles estabelece e explica a estreita relação que se dá entre o mito e a filosofia. Na "Metafísica", ele afirma que é a admiração que impele os pensadores às especulações filosóficas.

O estagirita diz ainda que, no começo, a admiração (ou o espanto) se voltou para as dificuldades que se apresentavam primeiramente ao espírito: "Ora, aperceber-se de uma dificuldade e admirar-se é reconhecer sua própria ignorância. É por isso que mesmo o amor pelos mitos é, de alguma maneira, amor pela sabedoria, pois o mito é uma composição de coisas maravilhosas".

Os relatos mitológicos geralmente culminam em tragédias, causam espanto, impelem a pensar e tem por finalidade dar um norte aos cidadãos, estabelecer valores e propor uma ordem, uma conduta moral.

O mito do minotauro põe em relevo a questão da posse, personificada pelo rei Minos, soberano da Ilha de Creta e de sua mulher, a rainha Parsífae.

Antes do relato, vale esclarecer que desde os primórdios, esse robusto animal - o touro- está associado à força, sobrevivência, riqueza e, consequentemente, ao poder sobre os demais. E de onde vem esse "poder"?

O poder que o touro simboliza vem dos recursos que o animal dispõe. Da saciedade da fome (carnes, leite, queijos, manteiga, etc.), do privilégio de vestes e calçados (e demais acessórios, tais como botões, bolsas, cintos, chapéus, pentes, etc.), da força física, quando ele é utilizado de forma instrumental para cultivo da lavoura, enfim, tudo isso traduz a solidez e a segurança que a posse dele representa. 

O touro – com seus diversos recursos – é a insígnia primeva de elevado status material (vide o touro de bronze na Bolsa de Valores, em Wall Street).


Esclarecida a associação do touro aos bens, vejamos como o mito que trazemos explicita as consequências da ganância e do quanto é vão querer esconder, a todo custo, aquilo que nos constrange, pois nada nos envergonha mais que testemunhar a transmissão de nossas falhas aos nossos descendentes.

Minos era um rei visivelmente abençoado pelos deuses. Muito próspero, em seu reinado os animais – saudáveis – davam crias robustas, a agricultura florescia pujante, farta e todos os súditos reconheciam seu discernimento para tratar dos assuntos polêmicos, agindo sempre com justiça, harmonizando tudo e todos à sua volta.

Como a paz é o maior sinal de sabedoria, Minos era reverenciado e bem-quisto, gozava não somente do poder, mas também da autoridade que lhe outorgavam.

Certo dia, prestes a iniciar mais sete anos de governo, o rei Minos fez uma oração a Zeus, rogando que lhe enviasse um sinal que aprovasse seu bom governo, autorizando-o a permanecer no poder por mais sete anos.

Atendendo ao pedido, o soberano do Olimpo enviou-lhe um sinal divino. No amanhecer, ao postar-se diante do mar, Minos e todos os habitantes da Ilha de Creta ficaram estupefatos ao ver, emergindo das ondas do mar, um magnífico, imenso e imponente touro branco.

O touro era fantástico, gigante. Sua pele, de uma brancura que ofuscava os olhos da plateia que, maravilhados, compreendendo o sinal de Zeus, saudavam o rei.

Obviamente, todos sabiam que o touro deveria ser sacrificado e incinerado num altar, remetendo-o de volta ao verdadeiro dono, em agradecimento e honra a Zeus.

Mas Minos, que também possuía sua belíssima criação de gado, ficou fascinado pelo animal. Impaciente, passava os dias em angústia e as noites insones, pensando: – Esse touro é o animal mais belo que meus olhos já viram.

Ardilosamente, se indagava: − Desfazer-me de um animal robusto e perfeito como este? E, se eu escolher meu melhor touro e sacrificar no lugar desse portentoso touro divino? Zeus nem perceberia... E que linhagem extraordinária de touros eu posso desencadear!

Sem conseguir tirar isso da mente – vir a possuir o mais valioso rebanho – Minos decide sacrificar o seu melhor touro e o incinera, oferecendo em gratidão ao todo poderoso.

Onisciente, Zeus não aprova nem um pouco a atitude de Minos e, com desgosto, mesmo contrariado, pois sentia apreço pelo rei, lhe prepara uma lição.

Na calada da noite, a rainha Parsifae, esposa de Minos, entra no estábulo e prostra-se diante do imponente animal. Tomada por uma – inicialmente terna –, mas depois, louca e furiosa paixão, começa a acaricia-lo, beijando-o todo, sem parar.

E lá fica: não come, não dorme, não tece, não faz mais nada senão maravilhar-se do touro, de sua pele macia, branquíssima, de sua docilidade... O touro parecia compreendê-la e, até mais que isso, o brilho em seus olhos denunciava retribuir-lhe a paixão.

Desesperada, a rainha vai até o ferreiro divino, Hefestos (Vulcano na mitologia romana) e lhe implora: ­− Por favor, Hefestos, construa uma imponente vaca de madeira, cubra-a com uma branca e macia pele, que seja enorme, bela e majestosa.

O mestre da technné hesita em atendê-la, mas em se tratando de um pedido da realeza, cumpre o solicitado: constrói a grandiosa vaca de madeira e a cobre com um branquíssimo e macio couro, tão perfeita que ninguém diria ser artificial.

De madrugada, a rainha Parsifae – discretamente – para que ninguém a veja, caminha até o estábulo onde se encontra o magnífico touro. Entra dentro da vaca construída por Hefestos e copula com o touro.

Passado um tempo, qual não foi sua surpresa em descobrir-se... Grávida! Sim, a rainha engravidara do touro de Zeus!

Após o período de gestação, dá à luz a uma aberração: corpo de humano, cabeça de touro. Trata-se do famoso Minotauro.

Perturbadoramente impressionado, Minos logo compreende, percebe que o responsável pela geração daquela anomalia, de certa forma, era ele mesmo. Sente-se impedido de condenar a rainha por ter se apaixonado pelo touro, assim como ele mesmo também se apegara.

Vê que aquele monstro é uma demonstração da insatisfação de Zeus. Constata que toda desgraça – castigo dos céus – é fruto de sua própria ganância, de seu desvario em se apropriar de algo que não era seu.

Tratou de chamar outro mestre da technné, Dédalo, e pediu que construísse um labirinto para confinar a criatura, escondendo dos olhos de todos a besta, nascida de sua ambição irrefletida às riquezas mundanas.

O que este mito nos ensina é que tudo está posto, tudo nos é dado, à nossa disposição, mas cabe a nós usufruirmos das coisas, sem permitirmos que elas sequestrem nosso juízo, corrompam nossos valores, dominem nossa alma (psique).

Não convém nos escravizarmos, nos tornar cegos a ponto de permitir que a cobiça nos domine. Agindo com desmedida (hýbris), nossos descendentes explicitarão essa falta: ora pródigos, ora avaros, sempre descomedidos.

No exercício do desapego está a maior das riquezas; pois, em geral, o que mais tem é aquele que menos precisa.


02/09/2014

Vaidade... “Vanitas vanitatum et omnia Vanitas”*

São Jerônimo (que traduziu a bíblia do hebraico e aramaico para o grego e o latim) por Caravaggio (1605-6)
Galleria Borghese, Roma.

"A vaidade é um princípio de corrupção”. Machado de Assis

A todo o momento, morrem pessoas. Na mitologia grega, foi dessa justificativa que se valeu o soberano do Olimpo, Zeus, imbuído de convencer seu irmão, Hades, a aceitar presidir o reino dos mortos: “Governarás sobre um reino no qual, a todo instante, não cessará de chegar novos súditos”.

Recentemente, tivemos a notícia da partida de algumas personalidades famosas, na área da literatura, da academia, da política e do meio empresarial: Ariano Suassuna, Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro, Vladimir Garcia Magalhães, Robin Williams, Eduardo Campos e Antônio Ermírio de Moraes, para citar alguns.

Morrer é inevitável. E é justamente essa consciência da finitude o que nos define. Temos, uns mais, outros menos, uma espécie de prazo de validade aqui no mundo. Isto posto, como nos pautarmos por valores que garantam uma vida feliz, bem sucedida? O que podemos legar ao futuro quando a inevitável nos arrebatar?

Ponderar sobre a morte é, paradoxalmente, ponderar sobre a vida e nas “tentações” que se apresentam a nos iludir, nos desviando do caminho mais virtuoso e edificante. Um desses engodos está na vaidade: “humano, demasiado humano”, como diria o filósofo alemão Friedrich Nietzsche. E é sobre uma lição acerca da vaidade, representada num movimento artístico específico, que iremos versar. Esse movimento chama-se “Vanitas”.

Harmen Steenwijk – 1640

O tempo muda, e com ele, emergem novos conceitos, que respaldados pelo “zeitgeist” (Espírito do tempo) vigente impõe-se como modismo. Alguns modismos, como os “Vanitas”, tornam-se “clássicos”.

Em tempos d’outrora, distintivo (“chique”) mesmo era pendurar um enigmático “Vanitas” na parede da biblioteca (ocupada hoje pelo home-teather) e ter assim, assunto para se encetar uma boa prosa filosófica (vida, morte e tempo), enquanto se finalizava o agradável jantar saboreando um licor.

Pieter Gerritsz – 1630

Mas, o que é um “Vanitas”? Um “Vanitas” (do latim, vacuidade, futilidade, algo vão, sem valor) é a representação dramática de um gênero singular de natureza morta surgida no norte da Europa e países baixos, especialmente no século XVII, com forte conteúdo simbólico de cunho moralizante que busca chamar a atenção para o quão efêmera é a vida, fugidios seus prazeres, vãs suas glórias e para a irreversibilidade dessa condição que nos distingue do Criador: mortais.

Com o enaltecimento dos “Vanitas”, o gênero “natureza-morta” – o patinho feio da pintura –, tão apreciado pelos holandeses, foi alçado a patamar de honra.

Hendrik Andriessen – 1650

A morte era uma realidade muito próxima e os pregadores calvinistas eram fascinados pelos interditos do Livro de Eclesiastes, no Velho Testamento. Do ponto de vista filosófico, arrisco dizer que o gênero é “Existencialista”.

Uma obra dessa natureza, que é um imperativo chamado para reflexão sobre valores, expressava que a alma do detentor estava consciente da insignificância da vaidade humana. O paradoxo é que se pagava muito caro por tamanha insígnia de sapiência: ostentar um “Vanitas” era caríssimo, acessível somente às pessoas de posses.

Pieter Claesz – 1625

Nesse tipo de obra, explicitando perecividade e finitude, observamos a presença de figuras que aludem e contrapõe: 1) vida terrestre espiritual e contemplativa e, 2) vida terrestre hedonista, luxuriosa e sensual.

São recorrentes, então, insígnias de poder (colunas clássicas, coroas, tiaras, mitras, medalhas, elmos, escudos, emblemas heráldicos, espadas e outros adereços que remetam à honra), símbolos de fortuna e riqueza (moedas de ouro ou prata, tecidos requintados, sedas, veludos, bordados e brocados, pedras preciosas, pérolas, conchas e outros objetos preciosos), referências aos prazeres libidinais e luxuriosos (espelhos, cartas de baralho, vinhos, instrumentos musicais tais como flautas e charamelas), alusões à perecividade (flores frescas ou já murchando, frutas suculentas ou apodrecidas, relógios, ampulhetas, bolhas de sabão, borboletas, fio de vela já se apagando), além dos emblemas de imortalidade (livro) e de finitude (o crânio humano), impondo o inexorável destino comum a todos nós, que é morrer.

Adriaen van Utrecht – 1642

Condenador dos prazeres mundanos, pois erigido sob o solo do discurso de cunho religioso moralizante de apelativo fervor puritano, o melancólico “Vanitas” encontra respaldo na Bíblia judaico-cristã.

De lá para cá, muitas caveiras se passaram e o uso alegórico do crânio ganhou outros significados (que o diga o renomado estilista brasileiro, Alexandre Herchcovitch). E isso porque, a visão que temos da morte passa por “n” perspectivas: temor, reverência, respeito, angústia, perturbação, sarcasmo, cinismo, deboche e até provocação.

Diante dela, difícil é ser indiferente. Independente disso, intensamente expressiva em suas representações, a morte paira a espreita, triunfa sobre as frivolidades mundanas, sejam quais forem e, alheia ao que pensemos que seja, é o que é.

Edwaert Collier – 1693

Ao passar todo esse sermão através das pinceladas, um “Vanitas” pretende repreender a ignorância sobre os falsos valores, advertindo que: “(...) os seus vícios e horrores, as suas paixões desonestas, desvairadas de cegas, funestas, os seus apetites venais insaciáveis, as suas perigosas irracionalidades, as suas pulsões inconfessáveis (...)”, tem um fim. Esse é o drama.

A arte, como alertava o poeta grego Píndaro (518-438 a.C.), lembra ao homem o que ele deve ser. Assim como o desvario da nobreza dos séculos XVII foi sacudido pelos “Vanitas”, a atual sociedade líquida (termo cunhado pelo sociólogo Zygmunt Bauman), voltando a contemplar essas obras e, ponderando sobre esses ensinamentos, se enriquecerá, tornando essa breve passagem, mais digna e honrosa possível.

Philippe de Champaigne – 1671


(*) “Vanitas vanitatum et omnia Vanitas” (Vaidade das vaidades, tudo é vaidade) Eclesiastes.
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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

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As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

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TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br