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01/07/2014

A atemporalidade dos ensinamentos de Maquiavel - Parte I


"Ao imitarmos os caminhos já percorridos pelos grandes homens, mesmo que não alcancemos totalmente suas virtudes, aproveitaremos muita coisa."

Do clássico “O Príncipe” (confira artigo já publicado AQUI), podemos extrair ensinamentos úteis em nosso cotidiano, seja na vida pessoal, para o convívio entre familiares e amigos, bem como no mundo “corporativo”, com a chefia e os subalternos.

Ao escarafunchar os meandros que regem os conchavos políticos, Maquiavel evidenciou nuances da natureza humana, por isso, embora sua análise tenha aflorado no renascimento, o legado dele é atualíssimo e precioso aos que quiserem aprender sobre a sorte, o papel da astúcia e da prudência em suas relações.

Maquiavel nos ensina que os homens mudam de boa vontade de senhor quando supõem que irão melhorar, e que é justamente essa crença o que os faz lutar contra quem estiver no poder.

Alerta que são nossos inimigos todos aqueles que se sentem ofendidos por ocuparmos lugar de destaque e ressalta que não podemos conservar como amigos aqueles que nos puseram ali, pois estes não podem ser satisfeitos como pensavam.

Orienta que convém que estejamos sempre presentes e disponíveis, pois nossos subalternos ficam satisfeitos em saber que somos acessíveis: “assim, terão maiores razões de amá-lo, se é o caso, ou de temê-lo”.

O florentino diz ser importante que os insatisfeitos sejam minoria, dispersos e reduzidos à pobreza, pois, segundo ele, a ordem das coisas é que quando um novo poderoso chega, todos aqueles que se acham enfraquecidos não hesitem em lhe dar adesão, movidos que estão pela inveja.

Prudência (a pré-vidência, o ver antes) é uma virtude a ser sempre acalentada, pois se deve “não só remediar o presente, mas prever os casos futuros e preveni-los com toda perícia (...), e não deixar que se aproximem os acontecimentos, pois deste modo o remédio não chega a tempo (...)” e isso torna a moléstia incurável.

Os prudentes se empenham em conhecer os males possíveis com antecedência e providenciam curá-los, enquanto que aqueles que os ignoram, deixando as contendas aumentarem a ponto de serem conhecidas de todos, não encontram mais meios de remediar os malefícios que florescem.



Ao pressentir perturbações, devemos agir imediatamente, não permitindo jamais que sigam seu curso, pois àqueles que se esquivam de uma atitude mais afirmativa para evitar uma guerra estejam cônscios de que guerra não se evita, apenas protela-se. 

E isso é temerário, pois redundará em proveito dos outros. Adiar o enfrentamento de uma situação que requer atitude firme é contribuir para sua própria desvantagem.

O desejo de conquistar é coisa verdadeiramente natural e ordinária, diz Maquiavel. E os homens que podem fazê-lo serão sempre louvados e não censurados. Querer e não poder é que constitui um erro merecedor de censura.

Salienta que uma regra que nunca ou muito raramente falha é a de que, quando alguém é causa do poder de outrem, arruína-se, pois se trata de um poder oriundo de astúcia ou força e, qualquer destas é suspeita ao novo poderoso.



Algumas figuras tornaram-se referência, mesmo sob condições extremamente adversas, foram “príncipes” por mérito próprio, pelo seu valor e não por sorte. Ele diz que se examinarmos as vidas e as ações de Moisés, Ciro, Rômulo e Teseu, por exemplo, concluiremos que eles não receberam da fortuna (sorte) mais do que a ocasião de poder amoldar as coisas como melhor lhes aprouve.


Se não tivesse se apresentado determinada ocasião (nos casos citados, de sérias dificuldades), as qualidades pessoais desses teriam se apagado. E sem as virtudes, capacidades e talentos que eles tinham, de nada teria adiantado aparecer a ocasião propícia.




Maquiavel explica que àqueles que conquistam posição de destaque por mérito próprio, enfrentando os transtornos, penam na conquista, mas em contrapartida, conseguem manter a posição mais facilmente que aqueles que, tendo nascido “em berço de ouro”, herdaram renome, patrimônio e fama de seus antepassados. Para esses, o começo pode ser fácil, mas a manutenção do posto não se dá facilmente.



E isso porque aquele que ganha o posto de destaque de “mão beijada”: “(...) está na dependência exclusiva da vontade e boa fortuna de quem lhes concedeu (...), duas coisas extremamente volúveis e instáveis”.

Sucesso que surge de modo súbito é frágil: ao primeiro golpe da adversidade, aniquilam-se. A não ser que saibam preparar-se para conservar aquilo que a sorte lhes pôs no regaço e estabeleçam solidamente as bases fundadas anteriormente por outros.

É fundamental ter crédito junto aos subalternos. Citando frei Savonarola, ele nos lembra que a causa do fracasso dele foi justamente não poder mais contar com o apoio do povo.

Para Maquiavel, é mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar porque, segundo ele “Vai tanta diferença entre o como se vive e o modo que se deveria viver, que quem se preocupar com o que deveria fazer em vez do que se faz, aprende antes a própria ruína, do que o modo de se preservar”.

No que tange à administração das finanças, convém que sejamos lúcidos, gastando pouco para não nos vermos obrigados a contrair dívidas, para termos sempre com o que nos defendermos e principalmente para não empobrecermos, tornando-nos desprezíveis.

Sem dúvida, é agradável ser amado, mas é ainda mais seguro, ser temido [e poderoso]: “É que os homens geralmente são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ambiciosos de dinheiro, e, enquanto lhes fizerem bem, todos estão contigo, oferecem-te [de tudo e mais um pouco], desde que a necessidade [penúria] esteja longe de ti (...)”.



Quanto às amizades, o Florentino alerta que as conquistadas por interesse (e não por grandeza e nobreza de caráter) são compradas e não se pode contar com elas no momento de necessidade: “E o príncipe, se confiou plenamente em palavras e não tomou outras precauções, está arruinado”.

Deve-se evitar lesar aproveitando-se dos bens dos outros porque os homens esquecem mais depressa a morte do pai do que a perda de seu patrimônio.

Das duas formas de se combater, pelas leis ou pela força, a primeira é própria do homem e a segunda, dos animais. Mas se tivermos que recorrer à animalidade, Maquiavel sugere que tiremos as qualidades da raposa e do leão. O leão não tem defesa contra os laços [alianças e contratos], já a raposa, nenhuma defesa contra os lobos: “Se os homens fossem todos bons, este preceito seria mau. Mas, dado que são pérfidos e que não a observariam [as regras] a teu respeito, também não és obrigado a cumpri-las para com eles”.

O que melhor souber valer-se das qualidades da raposa (astúcia) se sairá melhor, mas é necessário que disfarce muito bem essa qualidade, sendo um bom simulador e dissimulador: “E tão simples são os homens, e obedecem tanto às necessidades presentes, que aquele que engana sempre encontrará quem se deixe enganar”. É também importante que nos resguardemos dos aduladores.



Mesmo que não possuas todas as boas qualidades tais como: piedade, fé, integridade, humanidade, religião, basta que aparentes possuí-las, pois: “Todos veem o que tu pareces, mas poucos o que és realmente, e esses poucos não tem a audácia de contrariar a opinião dos que tem por si [boa reputação diante da maioria].”.

Sem falar que o vulgo é levado pelas aparências e pelos resultados dos fatos consumados, e o mundo é constituído pelo vulgo, confirma o autor.

Prossigamos com o que há de “maquiavélico” em Maquiavel, há muito a aprender sobre nós.

01/06/2014

PLATÃO - O mito do anel de Giges

 

Através do famoso “mito do anel de Giges”, Platão (427-347 a.C.) nos esclarece que, disfarçavelmente violento e ganancioso, o homem é levado pelo desejo de ter sempre mais (poder, glória, conforto, prazeres e vantagens, por exemplo) e que é a “Lei” que o reconduzirá ao respeito pela igualdade, pois não agiremos assim de bom grado por natureza, mas somente forçosamente.

A tese acima não é exclusivamente de Platão, trata-se de uma “opinião comumente admitida” que, embora seja “amoral em seus fundamentos, perigosa em suas consequências”, há séculos, animou (e ainda anima!) o debate sobre as relações da natureza da lei e, tanto de quais são nossas características inatas quanto quais são as nossas características adquiridas.

De Maquiavel a Thomas Hobbes, de Rousseau a Sigmund Freud passando por tantos outros, essa problemática questão tem sido foco de análise nas ciências humanas: desvendar nossa “natureza” é imperativo, até para que possamos compreender melhor como lidar com ela.

No Livro II da República, Platão expõe a teoria de que ninguém é justo, honesto e íntegro voluntariamente, mas que quem pratica a justiça só o faz meio que “obrigado”, por ser tímido, covarde, ainda por se sentir velho e impotente para deixar aflorar sua ambição ou por se ver coagido a temer represálias daqueles com os quais convive e dos guardiões da justiça, como a polícia, por exemplo.

É justamente por não sermos autossuficiente e termos essa perversa “formatação” que demos origem às leis, aos contratos e as convenções, pois se deixar por nossa conta, seguramente, privilegiaremos os nossos interesses, fazendo o que nos aprouver. E isso, todos (exceto, eu e você, leitor), pois se permitíssemos igualmente ao justo e ao injusto agir como desejam, agirão do mesmo modo. É o que vai nos revelar esse mito.

Giges era um pastor que morava na região da Lídia. Após uma tempestade, seguida de um tremor de terra, o chão se abriu e formou uma larga cratera onde ele apascentava seu rebanho.

Surpreso e curioso, o pastor desceu até a cratera e descobriu, entre outras coisas, um cavalo de bronze, cheio de buracos através dos quais enfiou a cabeça e viu um grande homem nu que parecia estar morto.

Ao avistar um belo anel de ouro na mão do morto, Giges o tirou e tratou de fugir logo dali. Mais tarde, reunindo-se com os outros pastores para fazer o relatório mensal dos rebanhos ao rei, Giges usou o anel.

Após tomar seu lugar entre os pastores na Assembleia, ele girou por acaso o engaste do anel para o interior da mão e imediatamente tornou-se invisível para os demais presentes.

E foi assim, totalmente invisível, que Giges ouviu os colegas o mencionarem como se ele não estivesse ali. Mexeu novamente o engaste do anel para fora da mão e tornou a ficar visível. Admirado com a descoberta desse poder, Giges repetiu a experiência para confirmar a magia. Seguro de si, sem titubear, ele dirigiu-se ao palácio, seduziu a rainha, matou o rei a apoderou-se do trono.

Platão afirma que, tanto faz se colocarmos um anel desses no dedo de um homem justo e outro no dedo de um homem injusto, o fato é que não encontraremos ninguém com temperamento suficientemente forte para permanecer fiel à justiça e resistir à tentação de se apoderar dos bens e dos benefícios de outrem.

Detendo poder e certo da impunidade, o homem se sente um deus entre os homens: “Nisso, nada o distinguiria do injusto, e tenderiam os dois pra o mesmo fim, e poder-se-ia ver nisso uma grande prova de que não se é justo por escolha, mas por constrangimento, visto que não se encara a justiça como um bem individual, pois sempre que se acredita poder ser injusto [sem sofrer represálias] não se deixa de o ser”.


Quem seria suficientemente insensato para permanecer fiel à justiça, no momento em que tivesse na mão todos os poderes? Ninguém escolhe a justiça: se nos abstemos da injustiça, é porque não podendo fazer de outro jeito, resta seguir a lei. Resumindo: só se faz o bem por não se poder fazer impunemente o mal.

Segundo Platão, todos os homens, com efeito, creem que a injustiça lhes é muito mais vantajosa individualmente que a justiça e que eles tem todas as razões para acreditar nisso: “Com efeito, se um homem, tornado senhor de um tal poder, não consentisse nunca em cometer uma injustiça e em tocar nos bens de outrem, seria olhado pelos que tivessem a par do segredo como o mais infeliz e insensato dos homens.”.

Decerto, tememos nos outros o que sabemos trazer conosco, por isso enaltecemos tanto a honestidade. Ao testemunhar uma ação honesta os homens “Não deixariam de fazer em público o elogio da sua virtude, mas com o objetivo de se enganarem mutuamente, com medo de serem vítimas de alguma injustiça.”.

Será assim que a investigação sobre a justiça terá início e ocupará nove livros do mais longo e indispensável diálogo de Platão. Caberá à Sócrates mostrar, de forma magistral, que a justiça é mais vantajosa que a injustiça, e em si mesma o maior dos bens.

Uma das maiores mazelas sociais – a corrupção –, impera porque quando o Direito cede lugar às manobras escusas, assegurarmos aos detentores de poder a certeza da impunidade.

Omissos, ouvimos "estalar imediatamente o verniz da educação moral", da “civilização”. Impune, regredindo à sua “verdadeira natureza”, a ardilosa besta está aí, pronta para reaparecer. E reaparecerá. Pedindo votos.
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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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Você se sentiu ofendido...

irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br