SE VOCÊ PENSAR, VAI DESCOBRIR QUE TEMOS MUITO A APRENDER.

Muitíssimo bem-vindos amigos!

Muitíssimo bem-vindos amigos!
Desfrute-o com vagar: há + de CEM artigos entre filosofia, literatura, mitologia, comédias e tragédias gregas (veja lista completa logo abaixo, para acessar clique sobre o título).

ELEITO UM DOS MELHORES BLOG'S NA WEB. Gratíssima por seu voto amigo(a)!

2 de jan de 2015

Platão: POLÍTICO - Conclusão.


Platão afirma que são os juízes – quando julgam corretamente – os guardiães das leis e subordinados a essa força motriz que traduzimos por Justiça!


Veremos como é importante punir todo aquele que transgride a lei e também concluiremos o retrato do homem político verdadeiramente digno, pois assim como o capitão de um navio ou um médico não podem permitir que incompetentes opinem sobre navegação ou doença, a política requer “Ciência”.

Sobre as transgressões às leis, Platão afirma que ao término da gestão de cada governo, os dirigentes deveriam prestar suas contas, e qualquer pessoa poderia acusá-los de não haverem dirigido a cidade em conformidade com as leis e os códigos de conduta e ainda, que cabe aos juízes fixar as penas e/ou as multas a serem pagas.

Mas a atividade política deve ser orientada também pela arte e não somente pelas leis escritas, do contrário veríamos desaparecer todas as artes, sufocadas por essa lei que proíbe toda pesquisa: “E a vida, que já é bastante penosa, tornar-se-ia então totalmente insuportável”.

Na hipótese de um chefe de governo, não respeitando a lei escrita e desprovido de conhecimentos, se dispuser a agir contra a lei tendo em vista obter vantagens pessoais, urge que imponhamos as sanções, sem nenhuma exceção.

O que Platão chama de “arte real” (régia), de “ciência superior”, seria a arte do homem competente, do verdadeiro político que se inspirará em sua arte não se atendo necessariamente aos ditames das leis escritas se, conforme o caso, lhe parecer que um outro proceder trará mais benefícios ao povo do que as prescrições redigidas e promulgadas.

Aquele que reivindicar para si a competência nessa arte não o sendo é um tirano, que – inspirado por ganância e cobiça – age sem levar em conta as leis, violando-as. Como não há como identificar e reconhecer os traços que tornam alguém superior em virtudes, é necessário que os homens se reúnam e façam as leis, que procurem seguir os traços da verdadeira constituição.

Recusamos-nos a acreditar que alguém possa ser digno o bastante governar com virtude e ciência, distribuindo imparcialmente, justiça e equidade, sem corromper, roubar e matar a quem lhe aprouver. Por isso, o filósofo pondera que “Se existe pois uma arte real, a massa dos ricos ou do povo jamais se apropriará dessa ciência política (…). É necessário que constituições (…) procurem, uma vez estabelecidas suas leis, jamais fazer algo contra as leis escritas e os costumes nacionais”.

Desde tempos memoráveis, as cidades perecem, pereceram e perecerão “pela incúria de seus indignos pilotos e marinheiros que, culpados da mais grave ignorância das noções fundamentais, e nada conhecendo da política, creem possuir essa ciência.”.

Em todas as formas de governo há um princípio de dicotomia: nos governos de um só (monarquia), de alguns (aristocracia) ou da multidão (democracia). No entanto, o governo de um só culmina em realeza ou tirania; o de alguns, origina aristocracia ou oligarquia; e o governo composto e eleito por um grande número, a democracia, também desemboca em duas formas, como veremos.

Sobre a monarquia, Platão aponta que quando unida a boas regras escritas – leis! – é a melhor das constituições, ao passo que sem leis, é a que torna a vida mais penosa e insuportável. O governo aristocrático (nem um só, tampouco todos) é intermediário e o da multidão, a democracia, “(...) é fraco em comparação com os demais (...)”, incapaz de grande bem ou grande mal, pois nele o poder está distribuído entre muitas pessoas. Entretanto, é a pior forma de constituição quando submetida à lei e a melhor quando estas são violadas. Estando todas as formas de governo citadas, fora das restrições da lei, é na democracia que se vive melhor.

A menos que os políticos sejam virtuosos, devem ser rejeitados, pois não passam de partidários e criadores das piores ilusões, charlatães e, por isso mesmo, segundo Platão, os maiores sofistas entre todos os sofistas e é necessário separar o bando de sátiros gananciosos da arte política.

As ciências parentes da ciência política são as ciências militar, jurídica e a retórica, quando empresta à justiça sua força persuasiva.

É pelo Justo, o Bom e o Belo que existe uma ciência régia, “superior” à qual devemos dar primazia: é a ciência que decide, por exemplo, se é necessário ou não aprender aquela (ciência) que ensina. Referindo-se à retórica, diz que acima da ciência que sabe persuadir as massas as multidões, está a ciência que decide ou não fazê-lo. Saber se deve ou não usar a força da persuasão, é dessa ciência que o político deve ser dotado, sempre visando o Bem comum.

Platão afirma que são os juízes – quando julgam corretamente – os guardiães das leis e subordinados a essa força motriz que traduzimos por Justiça!

Insistindo na distinção da ciência política sobre as demais, o filósofo afirma que ela não possui obrigações práticas, mas dirige as ciências que existem para realizar essas obrigações de ordem prática: “(...) pois sabe que ocasiões são favoráveis ou não para iniciar ou levar adiante os grandes empreendimentos (...)”, enquanto as demais apenas executarão suas ordens.

Eis o que é a política: a ciência de função universal, que dirige a todas, que tem o cuidado das leis e dos assuntos da pólis. Para um retrato do político, examinemos duas características opostas que concilia em seu espírito.

A coragem, por exemplo, é uma parte da virtude. E a mansidão, mesmo sendo diferente da coragem, também é uma parcela da virtude. Mas sabemos que ambas, muitas vezes apresentam-se como sendo “inimigas”.

A coragem é mesmo admirável! Em muitas ações, não há como não enaltecer atributos tais como: força, impetuosidade, energia! Com efeito, também nos encantamos pela moderação e a doçura nas ações. A maneira pacífica, tranquila, o movimento bem cadenciado, o refinamento, a elegância, a sobriedade.

Se uma dessas coisas, tanto a coragem quanto a docilidade, se manifesta fora de propósito ou de proporção, tornam-se alvo de críticas. Assim, a coragem passa a ser rude, extravagante, violenta; E a docilidade passa a ser vista como indolência, frouxidão.

É importante que o político calibre esses caracteres de impetuosidade e parcimônia, pois a desmedida nessas virtudes torna-se a enfermidade mais perigosa que há para as cidades.

Os mansos demais perdem toda aptidão para a luta, colocam-se à mercê do primeiro assaltante e, correm o risco de se verem escravizados. Já os enérgicos demais, arrastam toda a cidade para a guerra, correndo o risco de expor a pátria ao ódio e à ruína.

Opostos, nesses dois gêneros de espírito (destemido e prudente) há uma fonte contínua de inimizade e discórdia: “(...) e engendram, nos espíritos onde residem, as mesmas oposições”.

O esforço de toda ciência é o de eliminar os maus elementos conservando os úteis e bons e, quer sejam semelhantes ou dissemelhantes, fundi-los numa obra que seja perfeitamente UNA por suas propriedades e estrutura, diz Platão.

Algo divino se realiza nas almas quando os homens estabelecem uma opinião realmente verdadeira a propósito do belo, do bom e do justo e de seus opostos: “Somente o político e o sábio legislador tem esse privilégio de, auxiliados pela musa da ciência real, poder imprimir tal opinião nos espíritos formados pela boa educação”.

Inspirados por essa ciência superior, uma alma enérgica se tornaria receptiva às ideias de justiça ao invés de ser refém duma ferocidade bestial. E o moderado não atrairia a humilhante fama de tolo, mas faria reluzir sobriedade e prudência.

É somente entre caracteres em que a nobreza é inata e mantida pela educação que as leis poderão criar esse laço divino que une entre si as partes da virtude, por mais contrárias que possam ser.

Cabe ao político, jamais permitir o divórcio entre o caráter enérgico e o moderado, mas uni-los, confiando-lhes sempre em comum as magistraturas nas cidades.

Onde for necessário um único chefe, que escolhamos um que tenha esse duplo caráter (coragem e moderação); onde for necessário muitos chefes, formemos partes iguais das duas naturezas: “As pessoas de temperamento moderado são, com efeito, circunspectas, justas, pouco propensas a se aventurarem, mas falta a elas a agudeza e essa espontaneidade que é própria à ação”.

Impetuosos, os enérgicos tem menos respeito à justiça e à prudência, mas quando se trata de agir, não titubeiam. Primando pela concórdia e a amizade, o verdadeiro político, detentor e cônscio da “arte real”, associa essas características, congrega energia e moderação, governa e dirige, assegurando à cidade toda a felicidade de que pode desfrutar. 

Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-Romana da
Galleria Borghese, Roma
Acesse “Cursos & Palestras” em: lucienefelix.blogspot.com
E-mail: mitologia@esdc.com.br

1 de dez de 2014

Platão: Político - Parte II



No artigo anterior, acompanhamos o raciocínio de Platão até onde ele conclui que entregamos as rédeas do Estado aos políticos por serem homens que possuem a ciência que lhes é necessária. No entanto, elegemos “titicas de tiriricas”. Mas, qual seria o retrato do político, do homem “real” (no sentido de régio mesmo)?

A pesquisa sobre o que é o político existe para nos tornar melhores dialéticos a propósito de todos os assuntos possíveis, pois é preciso aprender a distinguir os astuciosos, mágicos sofistas, dos verdadeiros políticos.

Examinemos o gênero de governo exercido sobre a cidade e vejamos se os políticos estão acima de seus súditos “tal como o pastor divino, ou no mesmo nível”, pois a arte que prima por cuidar dos seres humanos é a “arte” do rei (real) e do político.

Esse “cuidado” pode ser exercido pela força, como fazem os tiranos ou pode ser aceito de boa vontade pelo povo: trata-se da política, que é a arte que se ocupa da pólis (cidade).

Para que possamos ter uma régua que nos auxilie a elogiar ou censurar – seja lá o que for –, precisamos ponderar sobre a arte da medida, que versa sobre grandeza e pequeneza, excesso ou falta.

O maior, por exemplo, só é maior com relação ao menor; E vice-versa: “(...) aquilo que ultrapassa o nível da medida, ou permanece inferior a ele, seja em nossa conversa, seja na realidade, não é exatamente, a nosso ver, o que melhor denuncia a diferença entre os bons e os maus?”.

Com o raciocínio acima, Platão conclui que somos forçados a admitir que, seja para o grande, seja para o pequeno, há dois modos de existência e dois padrões. Um desses padrões é a relação recíproca e outro é a relação de ambos com o que ele denomina como sendo “a justa medida”.

A “arte da medida” é o que nos permite aferir que, profissionalmente, Fulano é superior a Ciclano, entretanto, inferior ao que seria ideal, perfeito, desejável, por exemplo.

Para que abarquemos a arte de medir, precisamos distinguir, de uma lado, as artes para as quais o número, os cumprimentos, as profundidades, larguras e espessuras se medem por seus opostos (pouco/muito; curto/cumprido; raso/profundo; largo/estreito; fino/grosso, etc.) e, de outro lado, todas aquelas que se referem à justa medida, a tudo aquilo que é conveniente, oportuno e devido, a tudo que conserva o meio entre dois extremos.

Essas duas divisões amplas diferem entre si. E a ciência da medida se aplica a todas as coisas que se transformam: “A regra exata seria, quando nos apercebermos de que um certo número de coisas possui algo em comum, não abandoná-la antes de haver distinguido, naquilo que tem em comum, todas as diferenças que constituem as espécies (...)”. É assim que encontramos dois gêneros de medida, conforme os caracteres que lhes atribuímos.

Para Platão, certas realidades possuem suas semelhanças naturais, fáceis de se descobrirem, em objetos que falam aos sentidos, mas no caso das maiores e mais preciosas realidades, das que não possuem imagens criadas que deem aos homens uma intuição clara, nos embaraçamos com argumentos: “(...) Assim é necessário procurarmos saber dar a razão de cada coisa e compreendê-la; pois as realidades incorpóreas que são as maiores e mais belas, revelam-se apenas à razão e somente a ela (...)”.

Sobre os modos de governar, sabemos que a monarquia é uma das formas de poder político. Governo de pequeno número – aristocracia –, também. E há ainda a terceira forma de constituição, que é a soberania das massas, denominamos democracia.

A monarquia pode ser tirânica ou pode ser mesmo uma realeza. Num governo de pequeno número, podemos ter uma aristocracia ou uma oligarquia: “Apenas, na democracia, é indiferente que a massa domine aqueles que tem fortuna (...)”.

A questão é discernir: “Em qual dessas constituições reside a ciência do governo dos homens, a mais difícil e a maior de todas as ciências possíveis de adquirir? Pois essa é a ciência que é necessário considerar se quisermos saber que rivais devemos afastar do rei competente, concorrentes que pretendem ser políticos (…), embora não o sejam de maneira alguma”.

Quer reine ou não, só merecem o título de rei os que possuem a ciência real: “E quer governem a favor ou contra a vontade do povo; quer se inspirem ou não em leis escritas; quer sejam ricos ou pobres, é necessário considerá-los chefes, de acordo com o nosso atual ponto de vista, desde que governem competentemente por qualquer forma de autoridade que seja”. Para o filósofo, os chefes seriam possuidores da ciência verdadeira e não de um simulacro de ciência.

Quanto às leis, diz estar claro que, de certo modo, a legislação é função real; entretanto o mais importante não é dar força às leis, mas ao homem real, dotado de prudência, isso porque a lei jamais seria capaz de estabelecer, ao mesmo tempo, o melhor e o mais justo para todos, de modo a ordenar as prescrições mais convenientes: “A diversidade que há entre os homens e as ações, e por assim dizer, a permanente instabilidade das coisas humanas, não admite em nenhuma arte, e em assunto algum, um absoluto que valha para todos os casos e para todos os tempos”. Embora seja precisamente este “absoluto” que a lei procura.

Se é impossível, ao que permanece sempre absoluto, adaptar-se ao que nunca é absoluto, por que é necessário fazer as leis se elas não são a regra perfeita?

O que acontece com o legislador é que “tendo que prescrever obrigações de justiça e contratos recíprocos, jamais seria capaz, promulgando decretos gerais, de aplicar, a cada indivíduo, a regra exata que lhe convém”. Não há como, a cada momento, aproximar-se de cada indivíduo a fim de prescrever exatamente o que deve ou não fazer.

As leis estabelecem o que convém à maioria dos casos e dos indivíduos, e assim de modo geral, legisla para cada um, por meio de leis escritas ou não, contentando-se, neste caso, em dar força de lei aos costumes nacionais: “(...) se alguém conhece leis melhores que as existentes não tem o direito de dá-las à sua própria cidade senão com o consentimento de cada cidadão”.

Um chefe pode ou não lançar mão da persuasão, ater-se às leis escritas ou livrar-se delas, desde que governe utilmente, afirma Platão: “Não é nisto que reside a verdadeira fórmula de uma administração correta da cidade, segundo a qual o homem sábio e bom administrará os interesses de seu povo?”.

E, citando o capitão de uma embarcação como exemplo, aponta que este: “(...) longe de escrever um código, mas tendo sempre sua atenção voltada para o bem do navio e seus marinheiros, estabelece a sua ciência como lei e salva tudo o que com ele navega, assim também, de igual modo, os chefes capazes de praticar esse método realizarão a constituição verdadeira, fazendo de sua arte uma força mais poderosa do que as leis.”.

E nos pergunta se não será verdade que os chefes sensatos podem fazer tudo, sem risco de erro, desde que observem esta única e grande regra: distribuir em todas as ocasiões, entre todos os cidadãos, uma justiça perfeita, penetrada de razão e ciência, conseguindo não somente preservá-la, mas também, na medida do possível, torná-la melhor.

Esses são atributos do homem que detém a ciência real e faz jus ao cargo político que ocupa, pois é incontestável “Que a massa, qualquer que seja, jamais se apropriará perfeitamente de uma tal ciência de sorte a se tornar capaz de administrar com inteligência uma cidade (…)”.

Platão chama a atenção para o fato de que, não havendo, para nós, senão uma única constituição exata, aquela a que nos referimos (a perfeita, a ideal), sabes que as demais devem, para substituir, procurar naquela (na perfeita, na ideal) as suas leis escritas e agir de acordo com o que hoje se aprova.

Cabe ainda ao chefe dotado de ciência real, proibir a todas as pessoas de transgredir as leis e punir aquele que ousar fazê-lo, pois em qualquer domínio em que se estabeleçam leis e códigos escritos, impõe-se jamais permitir ao indivíduo ou à massa qualquer ato que possa infringi-los, no que quer que seja.

Faz-se necessário ouvir os ensinamentos de Platão, sempre perfeito, sempre atual. Com os votos sinceros de um Natal de Amor e um Ano vindouro de paz e prosperidade, prossigamos, amigos!

Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-Romana da
Galleria Borghese, Roma
Acesse “Cursos & Palestras” em: lucienefelix.blogspot.com
E-mail: mitologia@esdc.com.br
Related Posts with Thumbnails

ESCOLHA & CLIQUE (leia no topo). Cultura faz bem ao Espírito!

Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

Você se sentiu ofendido...

irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br