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1 de set de 2017

Princípio da utilidade (felicidade) em Jeremy Bentham

“A qualidade humana mais rara é a coerência e a constância no modo de agir e pensar. ” Jeremy Bentham


O filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham (1748-1832), considerado “pai” do utilitarismo como filosofia moral, inicia sua obra “Uma introdução aos princípios da moral e da legislação”, abordando “O princípio da utilidade”.

Ao invés de pensar os termos “útil, utilidade e utilitarismo” sob viés pejorativo, entenda-se “princípio da maior felicidade”*, até porque, útil é que nos torna felizes e o objetivo do princípio da utilidade é construir o edifício da felicidade através da razão e da lei.


Bentham afirma que a natureza colocou o gênero humano sob o domínio de dois senhores soberanos: a dor e o prazer e que somente a eles compete apontar o que devemos fazer, bem como determinar o que na realidade faremos.

Ao trono desses dois senhores, diz ele, está vinculada, por uma parte, a norma que distingue o que é certo do que é errado, e, por outra, a cadeia das causas e dos efeitos.

Segundo Jeremy Bentham, a dor e o prazer governam tudo o que fazemos, dizemos e pensamos: “Através das suas palavras, o homem pode pretender abjurar [renegar] tal domínio, porém na realidade permanecerá sujeito a ele em todos os momentos da sua vida. ”

A fim de esclarecer como poderá se dar o aperfeiçoamento de uma ciência moral, o filósofo define o que significa então seu “princípio da utilidade” (reitero, princípio da maior felicidade, pois segundo ele, a palavra “utilidade” não ressalta as ideias de prazer e dor com tanta clareza como o termo “felicidade”).

Pois bem, por princípio de utilidade entende-se aquele princípio que aprova OU desaprova qualquer ação, segundo a tendência que tem a aumentar OU a diminuir a felicidade da pessoa ou (o que é a mesma coisa), segundo a tendência a promover OU a comprometer a referida felicidade. E ressalta: QUALQUER AÇÃO, seja do indivíduo particular e/ou qualquer ato ou medida de governo.


Em Jeremy Bentham, o termo utilidade designa aquela propriedade existente em qualquer coisa, propriedade em virtude da qual o objeto tende a produzir ou proporcionar benefício, vantagem, prazer, bem ou felicidade OU a impedir que aconteça o dano, a dor, o mal, ou a infelicidade para a parte cujo interesse está em pauta.

Se esta parte for a comunidade em geral, tratar-se-á da felicidade da comunidade, ao passo que, em se tratando de um indivíduo particular, estará em jogo a felicidade desta pessoa.

Uma das expressões mais comuns que pode ocorrer na terminologia e na fraseologia moral, diz ele, é “o interesse da comunidade”, que constitui um corpo fictício, composto de pessoas individuais, seus membros. Interesse da comunidade nada mais é que soma dos interesses dos diversos membros que a integram.

Atento, infere que é inútil falar do interesse da comunidade, se não se compreender qual é o interesse do indivíduo: “Diz-se que uma coisa promove ou favorece o interesse de um indivíduo, quando tende a aumentar a soma total dos seus prazeres, ou então, o que vale afirmar o mesmo, quando tende a diminuir a soma total das suas dores. ”

Sendo assim, uma determinada ação está em conformidade com o princípio da utilidade quando a tendência que ela tem a aumentar a felicidade for maior do que qualquer tendência que tenha a diminuí-la: “Pode-se afirmar que uma medida de governo (a qual constitui apenas uma espécie particular de ação, praticada por uma pessoa particular ou por pessoas particulares) está em conformidade com o princípio de utilidade – ou é ditada por ele – quando, analogamente, a tendência que tem a aumentar a felicidade da comunidade for maior do que qualquer tendência que tenha a diminuí-la. ”

Para Bentham, quando uma pessoa supõe que uma ação ou, em particular, uma medida de governo, está em conformidade com o princípio de utilidade, pode ser conveniente imaginar uma espécie de lei ou ditado de utilidade.

Uma pessoa é partidária do princípio de utilidade quando a aprovação OU a desaprovação que dá a alguma ação (ou a alguma medida), for determinada pela tendência que, no seu entender, tem a aumentar OU a diminuir a felicidade da comunidade; pela sua conformidade (ou não) com as leis OU os ditames da utilidade.

De uma ação que é conforme ao princípio da utilidade (felicidade), podemos sempre afirmar que ela deve ser praticada, que é reto praticá-la (no mínimo, que não é proibido). Se assim forem interpretadas, têm sentido as palavras deveria, certo, reto, errado, o mesmo valendo de outros termos análogos. De outra forma, os mencionados termos carecem totalmente de significado, diz o filósofo.

Ele mesmo afirma que a justeza do referido princípio foi contestada por parte daqueles que não sabiam o que diziam e que este princípio não é suscetível de alguma demonstração direta, pois o princípio que se utiliza para demonstrar todas as outras coisas não pode ele mesmo ser demonstrado: “Uma cadeia de demonstração deve ter o seu início em algum ponto. Consequentemente, fornecer uma tal demonstração é tão impossível quanto supérfluo."

Em virtude da própria constituição natural, na maioria das ocasiões da sua vida, os homens geralmente abraçam este princípio sem pensar explicitamente nele: senão para orientar a sua própria conduta, pelo menos para julgar as suas próprias ações e as atitudes dos outros.

Refutar a justeza do princípio da utilidade com argumentos constitui tarefa impossível. Entretanto, em virtude das razões acima mencionadas, ou por motivo de uma visão confusa e limitada que se tem do princípio, é possível que uma pessoa não o aprecie. 

Se a pessoa estiver inclinada a crer que a própria aprovação ou desaprovação que dá à ideia de um ato, sem qualquer consideração pelas suas consequências, constitui para ela um fundamento suficiente para julgar e agir, façamo-la refletir consigo mesma sobre a seguinte questão: o seu modo de pensar deve ser considerado como norma do certo e do errado para todos os outros homens? OU será que a convicção de cada um tem o mesmo privilégio de constituir uma norma-padrão?


O princípio da utilidade, que dialogará com a economia (oikós = casa + nomós = lei, norma) é o princípio que estabelece como sendo a justa e adequada finalidade de nossas ações.

A finalidade justa de nossas ações, as adequadas e universalmente desejáveis, diz Bentham: ”(...) sobretudo na condição de um funcionário ou grupo de funcionários que exerçam os poderes de governo, pois abarca e zela pela promoção da felicidade de seus membros.

Como está claro, a adoção desse princípio deveria pautar nossa conduta, bem como a conduta de nossos dirigentes políticos: o que é útil no sentido de trazer felicidade a nós e o que é útil e traz felicidade ao povo.

Certamente atingiria sua finalidade desde que fosse incorruptível. No entanto, egoísmo, ganância e vaidade eclipsam o intento, deturpando o que deveria ser útil à uma vida prazerosa, genuína e licitamente feliz.



(*) “ A palavra “utilidade” não ressalta as ideias de prazer e dor com tanta clareza como o termo “felicidade”; tampouco o termo nos leva a considerar o número este que constitui a circunstância que contribui na maior proporção para formar a norma em questão – a norma do certo e do errado, a única que pode capacitar-nos a julgar da retidão da conduta humana, em qualquer situação que seja. Esta falta de uma conexão suficientemente clara entre as ideias de felicidade e prazer, por uma parte, e a ideia de utilidade, por outra, tem constituído um obstáculo para a aceitação do princípio acima, aceitação que, de outra forma, possivelmente não teria encontrado resistência”. 

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1 de ago de 2017

A Volta do Filho Pródigo


O que causa mais dano: luxúria ou ressentimento? Há tanto ressentimento entre os “justos” e os “corretos”. Há tanto julgamento, condenação e preconceito entre os “santos”. Henri J.M. Nouwen

Mitos, parábolas, lendas, alegorias, enfim, são muitos os clássicos relatos que preveem e revelam no que culminam nossas emoções ao nos compararmos com nossos “homói” (iguais): raiva, ódio, inveja, ciúme, desprezo, mágoa, amargura, vingança, ressentimentos, etc.

Na sublime obra de Rembrandt (1606-1669) “A Volta do Filho Pródigo” (acima), que está no Hermitage, em São Petersburgo (Rússia), está retratado o momento em que o pai acolhe o filho pródigo (esbanjador) sob o olhar do filho mais velho.

É famosa essa parábola bíblica narrada por Lucas, que conta a história de dois irmãos: o mais velho, correto, trabalhador, obediente, sempre junto ao lar; e o mais novo, que no afã de ganhar o mundo, apressa-se a pedir logo ao pai sua parte na herança e viaja para, longe de casa, desfrutar de suas aventuras.


Depois de dissipar todo o dinheiro numa vida de devassidão, o filho mais novo cai em desgraça, começa a passar privações e, lembrando-se de que até mesmo os empregados de seu pai possuem mais do que ele, se arrepende e volta em busca de perdão: “Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou mais digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados”.


Repleto de compaixão e generoso, mais do que perdoá-lo, de braços abertos, o pai o recebe em festa, cobrindo-o de beijos: “Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, pondo-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois, este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado!”.

Já o filho mais velho, que estava no campo, ao se aproximar da casa paterna, indagando a um servo o porquê de tanta festa que escutara de longe, ouve que é por causa do retorno de seu irmão, que muito alegra ao pai.


Indignado, o filho mais velho recusa-se a adentrar ao lar; seu pai então sai para suplicar-lhe, mas ele lhe responde; “Há tantos anos que eu te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho [aqui ele já se distancia do irmão], que devorou teus bens com prostitutas, e para eles matas o novilho cevado!”.

Foi quando o pai lhe disse: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois, esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi encontrado!”.

É fácil identificar aqueles que se encaixam no perfil do filho pródigo (gastador): trata-se do perdulário, do fanfarrão, inconsequente; daquele que se esquece que dinheiro não leva desaforo e, não demora muito, se vê rodeado de dívidas, em penúria, na miséria. É um “bon-vivant”, tal qual a cigarra da fábula, um hedonista, enredado por uma vida de prazeres, que pensa ser eterna.

Analisando este comportamento, o padre holandês Henri J.M. Nouwen afirma: “Há algo de claramente definido a respeito de sua má conduta. Depois, tendo visto que esse procedimento errado não levava senão à miséria, o filho mais jovem recobrou o bom senso, deu a volta e pediu perdão. Temos aqui uma falha humana clássica, com uma decisão acertada. Fácil de entender e fácil de aceitar.”.


Sabemos que, mais dia, menos dia, se mal-empregado, o dinheiro acaba, os amigos interesseiros se vão, e lá está a pessoa, arrasada, endividada, arrependida. Qual pai – ou mãe – não perdoaria, não acolheria em seus braços, saltitando de alegria pela recuperação do desregrado degradado? E por que assim, pronta e efusivamente procedem?

Saltitam de alegria pura e simplesmente porque amam. O amor é sempre a resposta. Esse amor filial é como – para os que creem – como o de Deus: incondicional. Não importa o que façam ou o quanto deixem de fazer, filhos – sobretudo os distantes – são muito amados e ansiados por seus pais.


Mas, e o irmão? Revoltado, é envenenado pela raiva e profundamente ressentido que ele protesta: “Há tantos anos que eu te sirvo, e jamais transgredi um só de teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos.”.

Nessa reivindicação, condenando a alegria do pai pela chegada do irmão mais jovem, entrevemos que a obediência e o dever foram um peso, e o trabalho, uma escravidão. Ele cumpriu o seu dever, trabalhou duro, deu conta de suas obrigações, mas se tornou amargo, sentiu inveja da vida desfrutada pelo irmão mais novo. Por acalentar tais sentimentos, ele também se tornou um perdido.
 
A Volta do Filho Pródigo, por Pietro Faccini.

Ambos precisam de cura e de perdão, mas a conversão mais difícil, o resgate mais árduo é justamente o desse irmão mais velho, que se tornou um ressentido.

Nouwen esclarece que essa queixa íntima é sombria, pesada, faz com que a pessoa se ache a mais incompreendida, rejeitada, negligenciada e desprezada do mundo: “Essa experiência de não poder partilhar da alegria [do próximo] é a experiência de um coração ressentido. O filho mais velho não podia entrar na casa e partilhar da felicidade de seu pai. Sua mágoa íntima o paralisava e o deixava taciturno [quieto, calado].”.

Essa parábola lega a preciosa lição de aprendermos a reagir ao amor de Deus sobre os outros.

Vaidoso, ferido em seu orgulho, será que o irmão mais velho está disposto a admitir que não é melhor que seu irmão mais jovem, o filho pródigo?

Convém abandonarmos toda comparação, rivalidade, competições, enfim, buscar a luz, pois fora da luz, diz Nouwen, os outros sempre parecem ser mais amados pelo Pai do que eu; de fato, fora da luz, não posso mesmo vê-lo como meu próprio irmão. Na escuridão, prossegue, irmãos e irmãs, maridos e esposas, amantes e amigos se tornam rivais e mesmo inimigos, cada um eternamente empestado de ciúmes, suspeitas, ressentimentos.


E, nessa categoria de dor, afirma Nouwen, tudo perde sua espontaneidade: “Tudo se torna suspeito, constrangedor, calculado e cheio de segundas intenções. Não há confiança. Cada pequeno passo requer uma retribuição; cada pequena observação pede uma análise; o menor gesto tem de ser medido. Esta é a patologia da escuridão, daqueles que estão perdidos, precisam ser encontrados e trazidos para casa.”.

Sentir medo ou mostrar desprezo, submeter-se ou controlar, oprimir ou vitimar-se... Assim vivem, nessa luta contra a auto rejeição e o desprezo, os que optam por comparar-se. Trata-se de um combate ferrenho, árduo, contínuo, pois o mundo e seus demônios conspiram para que – nos comparando – nos consideremos sem valor, incapazes e insignificantes.

Como atesta Henri Nouwen, nem ganância, nem raiva, nem luxúria, nem ressentimento, frivolidades ou ciúmes estão totalmente ausentes em nós; nossa imperfeição pode ser vivenciada de muitas maneiras, não há ofensa, ciúme ou guerra que não tenha raízes em nossos próprios corações. Por isso é tão importante cultivarmos a gratidão, atitude que não coexiste com o ressentimento. Ao que de bom e benéfico ocorrer a um irmão, sejamos gratos.

É difícil admitir, mas talvez esse amargo e ressentido filho mais velho esteja psiquicamente muito mais perto de nós do que gostaríamos. Os “pharmakons” para esses sentimentos é a confiança e a gratidão, essas são as matérias para a conversão.

Podemos escolher, sempre podemos optar por viver nas trevas –, nos queixando, mesmo que em silêncio, cultivando o ressentimento –, ou partir em busca da luz –, alegrarmo-nos pelas bênçãos aos nossos semelhantes.


Dedicado ao inestimável e inesquecível Mestre, Prof. Dr. Marcelo Perine.


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Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-romana.
E-mail: mitologia@esdc.com.br
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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

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As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

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TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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