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luciene felix lamy

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1 de jun de 2016

A Tempestade - William Shakespeare Parte I


O verdadeiro império do homem não está nos mares nem nos continentes, mas dentro dele, em sua própria alma”.  John Masefield (1878-1967), poeta laureado.


Filosófica por excelência e considerada o testamento poético de William Shakespeare (1564-1616), pois trata-se da última obra legada pelo poeta, nessa peça não temos uma comédia nem tampouco tragédia, mas um romance.

Século XVII, monarcas e nobres, colonizadores e colonizados, amor cortês, valores, idealismo… Convém que se tenha em mente, a época em que foi redigida, pois o autor nos relata nada menos que seu universo histórico, aliás, nesse sentido, vale a confissão do Duque de Marlborough, de que só conhecia de história o que aprendera com Shakespeare.

A peça foi representada por ocasião do casamento da Princesa Elizabeth Stuart com Frederico V (1613), o que esclarece os acréscimos adequados à celebração de Bodas, como a chegada triunfal das deusas greco-romanas abençoando a união.

Tendo como cenário uma ilha fantástica, “A Tempestade” narra – com muita fantasia e imaginação – as aventuras do já viúvo Duque de Milão, apropriadamente chamado Próspero, sua bela e delicada filha Miranda (admirável, em latim). 

Após retirar-se dos negócios do Estado para dedicar-se aos livros, sua verdadeira paixão, Próspero deixa o ducado nas mãos de seu irmão, Antonio, que não hesita em traí-lo, usurpando-lhe o posto e deixando-o à deriva no mar, junto com sua filha que, à época, contava apenas três anos.

Fora o nobre conselheiro Gonzalo quem, apiedado, tratou de providenciar alimentos, água potável, vestes dignas e livros deixando pai e filha na velha embarcação que os levaria a aportar numa ilha.

Passados doze anos de exílio, Próspero e Miranda, agora contando com quinze anos, observam relâmpagos, trovões e o mar revolto em tempestade, aterrorizando navegantes.

A bordo, entre marinheiros e outros, está o Rei de Nápoles, Alonso, o irmão do monarca, Sebastião, o filho e herdeiro do trono, Ferdinando, o conselheiro, Gonzalo e o traidor irmão de Próspero, Antonio, que lhe usurpou o poder. Retornavam de Túnis, onde Alonso acabara de casar sua filha.

Miranda desconfia que fora seu pai que levantara a tempestade. Apiedada e temendo um nefasto desfecho, roga que ele acalme as águas selvagens. É quando Próspero a tranquiliza quanto ao destino dos náufragos, dizendo que já é hora de lhe revelar o passado.

Relata, então, à filha que confiou a direção do ducado de Milão ao seu irmão, Antonio, para poder viver assim, a cuidar “dos meios de aperfeiçoar o espírito com as artes que, a não serem secretas no conceito dos homens subiriam”. É provável que Shakespeare refira-se à astrologia, entre outros saberes herméticos, pois como veremos adiante, o poeta sabia decodificar trânsitos astrológicos.

No entanto, a decisão de delegar fez despertar em seu pérfido irmão, instintos perversos, tornando-o senhor de suas rendas e de seu poder “como alguém que o pecado da memória cometesse, por dar inteiro crédito às suas próprias mentiras, enunciadas como verdades puras (…) tendo sua ambição tomado vulto”.

Por conta disso, seu irmão confederou-se com o Rei de Nápoles, Alonso, tal era sua sede de domínio, deixando a pobre Milão – que nunca se dobrara! – na mais vil sujeição.

Tendo o Rei de Nápoles, aceitado a proposta de Antonio (irmão de Próspero), em troca de vassalagem e do estipulado tributo de Milão, em certa noite apropriada ao feito, reuniu um exército traiçoeiro e, às pressas: “(…) puseram-nos num barco e a algumas léguas da costa nos levaram, onde tinham prestes uma carcaça apodrecida de navio, sem mastros, sem cordoalha, sem vela, nada, enfim”.

Voltando ao presente, a Fortuna generosa trouxe os inimigos de Próspero à praia, oportunidade que não pretende perder: “A ciência do futuro [astrologia] me revela que o meu zênite [meio do céu] se acha dominado por um astro auspicioso [planeta Júpiter], cuja influência me cumpre aproveitar, caso não queira que se apague de vez a minha sorte”.

(Envie e-mail para "mitologia@esdc.com.br" para que eu oriente sobre como saber quando ocorre o trânsito do planeta Júpiter sobre o zênite de seu próprio mapa astrológico).


E assim, contando com a ajuda de Ariel, espírito do ar, Próspero envia a aterradora tempestade: “Não houve alma que a febre da loucura não revelasse e não mostrasse certos sinais de desespero. Com exceção dos marinheiros, todos mergulharam na espumosa voragem, desertando o navio, que em chamas eu deixara. O herdeiro da coroa, Ferdinando, com os cabelos em pé, deu o exemplo e, ao saltar, exclamou: “Ficou vazio todo o inferno; os demônios estão soltos!”.


Ariel já habitava a ilha, fora criado da finada bruxa nascida e banida da Argélia, chamada Sicorax, “que a idade e a inveja em arco recurvaram” e, por não se submeter às ordens por demais terrenas e repugnantes da feiticeira, foi confinado na fenda de um pinheiro, tendo permanecido assim por doze anos, até que a amaldiçoada morreu e Próspero o libertou.

Além de Próspero, Miranda e Ariel, também habitava a ilha o filho que Sicorax gerou, Calibã (anacronismo para canibal) que fora escravizado porque tentou violar a donzela. Após enumerar os benefícios que fez a Calibã, Próspero conclui ter sido em vão: “Embora tivesses aprendido muitas coisas, tua vil raça era dotada de algo que as naturezas nobres não comportam”.

Calibã, além de lamentar ter sido impedido de estuprar a jovem, pois a ilha estaria povoada de “calibãs”, se auto denuncia: “A falar me ensinaste, minha vantagem nisso, é ter ficado sabendo como amaldiçoar”. Próspero diz basta e o manda aos afazeres.

Graças à tocante música de Ariel que o faz lembrar do pai Alonso (Rei de Nápoles), Ferdinando o segue e conhece Miranda. Apaixonam-se à primeira vista: “Se fordes virgem e se não tiverdes comprometido o coração, de Nápoles rainha vos farei”. E a donzela, ao contemplar todo esplendor e beleza no rosto do amado, profere: “Nada de mau pode abrigar tal templo”.

Noutra parte da ilha, enquanto os náufragos dormem, Antonio, o irmão e usurpador de Milão, confabula outra traição entre fraternos, dessa vez entre com Sebastião, irmão do Rei Alonso, tramando um modo de matá-lo e tomar-lhe o trono de Nápoles: “(…) leio-te no rosto tudo o que podias ser. É a ocasião que te chama.” 

Mas Sebastião se esquiva, argumentando que sua preguiça é hereditária e que não entende como fica a consciência de Antonio, tendo feito o que fez ao próprio irmão, ao que ele pergunta onde é que há isso [consciência]: “Se fosse uma frieira, obrigar-me-ia a calçar as chinelas; mas no peito não sinto essa deidade”.

Ariel que a tudo escutava, canta ao ouvido de Gonzalo (conselheiro do Rei de Nápoles), que enquanto ele dorme tranquilo, a traição, como de estilo, está desperta.


Através da figura de um nobre enfurnado em sua biblioteca, detentor de poderes sobrenaturais, com os quais dominava os Elementos e a cujo poder a natureza se dobrava, Shakespeare, nessa primeira parte, nos apresenta sua visão profunda da vida, com toda sua transitoriedade, vã glória, a inescapável contingência e reviravolta de todas as coisas.


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4 de mai de 2016

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Para saber como participar, entre em contato através do e-mail: mitologia@esdc.com.br

ZEUS - POSEIDON - HADES - ATHENA - APOLO - HEFESTOS - AFRODITE - HERMES - AQUILES - PÁRIS - ODISSEU - PERSEU - APOLO - ÁRTEMIS - ORÁCULO - REI MINOS e MUITOS OUTROS PERSONAGENS!

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1 de mai de 2016

"Bela, recatada e do lar" - Empoderamento de potestades ancestrais


 “O feminismo trouxe a ideia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus empregadores, mas são escravas quando ajudam seus maridos”. G. K. Chesterton


Os adjetivos acima descrevem predicados desejáveis, sobretudo às mulheres casadas, pois referem-se às qualidades de uma esposa platonicamente ideal, aristotelicamente possível. 

Qual mãe – em sã consciência –, não desejaria que filhas e/ou noras congregassem tais virtudes? E, que marido ou filho não se sentiria honrado e orgulhoso de companheira e progenitora assim?

Surpreende, no entanto, que esses atributos estejam sendo – literalmente – desvirtuados, adulterados. Que tempos são esses em que insígnia de beleza, recato e dedicação ao lar torna-se alvo de escárnio, pilhéria e deboche?


Muitas das críticas, compartilhadas através das redes sociais (algumas até divertidas!), foram fruto de uma postura fundamentada especificamente na aversão ao próprio veículo midiático (no caso, a revista Veja), algumas outras tiveram como alvo o fato da cidadã em questão ser cônjuge de famoso estadista envolto no polêmico cenário político atual e, ainda, houve chacota pondo em relevo a diferença etária entre o casal, questionando o afeto que os une.

Sobre os ladridos acima, a caravana passa. Entretanto, muitas das piadas que surgiram foram azeitadas no caldeirão do desprezo e da intolerância a esses notórios e digníssimos atributos (beleza e recato) e condição feminina (do lar), ousando depreciar e rebaixar quem os apresenta.

Eximindo-me de tangenciar sobre as críticas promovidas por nuances meramente especulativas, limitar-me-ei a ponderar sobre os três adjetivos: beleza, recato e cuidado do lar.

Sobre a beleza, embora estejamos cônscios do quanto o fato de dispor de recursos pecuniários para usufruir dos avanços científico-tecnológicos (da medicina estética à indústria cosmética e de moda) possa minimizar a “falta de sorte” nesse quesito, o fato é que, ter sido ou não, agraciado com esse Bem independe de nossa vontade, portanto, nenhum indivíduo deveria ser julgado por contar ou não com essa valorosa dádiva. 

Já o recato, virtude feminina tão enaltecida entre os poetas, literatos e filósofos, se é desejável numa mulher solteira, torna-se imperativo moral numa mulher cujo estado civil – e, presume-se, de Alma – seja o de casada. O decoro e o recato, numa conduta pública, enaltece não somente a mulher que quem assim se apresenta, mas também ao indivíduo com o qual ela compartilha o destino, seu consorte.


Não é de hoje que, de bom grado, o amor dá as mãos à decência. Platão, em seu diálogo “O banquete”, diz que “O Amor deve dirigir a vida de todos os homens que quiserem vivê-la nobremente; é também responsável por algo que nem a riqueza, nem as honras nem a estirpe pode incutir tão bem: “A vergonha do que é feio e apreço ao que é belo”.

O filósofo refere-se ao que os antigos gregos denominavam aidós (pudor), que faz com que aquele que ama tema ser surpreendido numa atitude aviltante, sentindo-se constrangido diante do amado: “todo homem que ama, se fosse descoberto a fazer um ato vergonhoso, ou a sofrê-lo de outrem sem se defender por covardia, visto pelo pai não se envergonharia tanto, nem pelos amigos nem por ninguém mais, como se fosse visto pelo bem amado”. Sem dúvida, o Amor é fonte de inspiração da moral.

Também perspicaz, o “Pai da Psicanálise”, Sigmund Freud, atentou ao fato de que corar é “dar a maior bandeira”, pois ruborizar denuncia. Denuncia o quê, exatamente? Esse pudor, que tanto promove a virtude!

Por fim, a referência a ser “do lar”, esse topós (do grego, lugar) ancestral, indispensável alicerce que fomenta, nutre e zela por todos nele amparados.


Santuário privado, o lar é tão emblemático que os antigos povos gregos e também romanos designavam e cultuavam uma divindade para zelar especificamente por essa instância: a casa (oikós, em grego).

Aos desatentos que afirmaram tratar-se de discurso machista, típico das décadas de 50/60, vale lembrar que desde a Teogonia (sobre a origem dos deuses), de Hesíodo (cerca de 600 a.C.), está mais do que claro e, há tempos bem assentado que, lugar da mulher é aonde ela quiser e em funções para as quais ela tenha aptidão.



Para citar alguns exemplos, partindo da potência (dynamis) feminina primordial, Gaia (a Terra), encontramos já na primeira geração de deuses, arquétipos femininos atemporais tais como: Afrodite (Vênus), deusa do amor e da beleza, Deméter (Ceres/Cibele), como sendo a deusa nutriz, responsável pelo trigo que alimentará a humanidade; a deusa Hera (Juno), consorte do soberano do Olimpo, Zeus (Júpiter), protetora do casamento, que personifica direitos e deveres do matrimônio, das relações ditas “legítimas” e a reclusa deusa Héstia (Vesta), a quem foi atribuída a função de reverenciar o Lar, mantendo acesa a chama sagrada, cultuando os antepassados e zelando pela família.

Já na segunda geração de deuses, o panteão olímpico greco-romano está repleto de divindades que se apresentam em funções até bem másculas, mas que, no entanto, são exercidas por mulheres de fibra e de verve indômita, tais como a deusa da sabedoria, justiça e da techné, Palas Athena (Minerva) ou mesmo a arredia e destemida caçadora, como Ártemis (Diana).

Como cronidas que somos (filhos de Chronos/Saturno, o deus do Tempo cronológico), é breve o tempo que dispomos para amar e zelar pelos que geramos e que dependem de nós e, assim como seria injusto e improdutivo delegar a uma criança a incumbência de cuidar do lar ou a um idoso a tarefa de guerrear, defender território ou trazer a caça, não surpreende que a mulher abrace funções necessárias ao bom funcionamento da casa.

A casa, reduto de aconchego, segurança e amparo à família, reconhecidamente célula da sociedade, requer quem se embrenhe na luta pelos proventos, quem zele por sua manutenção, pelo asseio e a higiene, pela preparação dos alimentos, quem cuide do ir e vir, da agenda e da saúde de todos.

Independente de: idade, gênero, estado civil, raça ou opção religiosa, seja em dez ou mil metros quadrados, a maioria de nós habita uma casa. E, mesmo que pertençamos à classe dos abastados, a alguém caberá a incumbência de orientar e supervisionar o trabalho dos domésticos, administrando-os.

As infindáveis tarefas das heroicas e anônimas donas de casa, que saúdam a aurora preparando o café da manhã para a família e despedem-se de tão exaustiva jornada lembrando de algo para a refeição do dia seguinte, não são menos dignas e necessárias à sociedade que a de uma notória cientista ou estadista. 

Aliás, mesmo não sendo “do lar”, é muito provável que, para que possamos nos dedicar às letras, à ciência e à política, tenhamos a sorte de contar com alguém que – por amor ou salário – desincumbe-se das tarefas domésticas por nós.

Polítropos, o fato de que permaneçam abertas as inúmeras opções para o emprego de nossas capacidades, interesses e prioridades, não nos isenta de, eventualmente, escolhermos, comprarmos e prepararmos nossos alimentos, de recolhermos algumas tralhas pela casa e pendurar roupas no varal. Tarefas mundanas, corriqueiras, deveres atemporais: são, foram e sempre serão.

Considerando que, à revelia, pode-se ser vítima da fealdade (feiura) e tem-se todo o direito de dispensar o recato em situações públicas (o que é lamentável, mas não proibido), deveríamos, no mínimo, respeitar àqueles que – por escolha ou necessidade – cuidam de nosso lar, pois é também disso que trata a Economia (oikós + nomós = lei da casa).

Para o meu Marcelo.
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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

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As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

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Você se sentiu ofendido...

irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br