luciene felix lamy EM ATO!
Desfrute-o com vagar: há + de CEM artigos entre filosofia, literatura, mitologia, comédias e tragédias gregas (veja lista completa logo abaixo, para acessar clique sobre o título).
ELEITO UM DOS MELHORES BLOG'S NA WEB. Gratíssima por seu voto amigo(a)!
ELEITO UM DOS MELHORES BLOG'S NA WEB. Gratíssima por seu voto amigo(a)!
18 de mar. de 2018
1 de mar. de 2018
Além da felicidade possível
"O indivíduo não realiza o sentido da sua vida se não conseguir colocar o seu "eu" a serviço de uma ordem espiritual e sobre-humana." Carl Gustav Jung
Sócrates dizia que uma vida não examinada não merecia ser vivida. Por mais que protelemos, ao ultrapassarmos mais da metade do tempo de existência, convém fazermos um balanço da vida que optamos por levar. Sim, a vida que optamos, pois, coautores, não devemos chamar de “destino” as consequências de nossas próprias escolhas.
Dito isso, de
que valeria embrenhar-se pela sabedoria dos antigos se esse empenho não
resplandecesse na vida?
De que adiantaria vencer a inércia, a apatia, às vezes
até a covardia, lutar contra os vícios, perseguindo, dia após dia, as vantagens
de se cultivar as virtudes se, ao avaliar nossos passos, não nos sentíssemos satisfeitos
com o resultado de nossas ações?
Neste mês de
março, além de comemorar 21 anos de sobrevida (em 14/03/1997, numa tentativa de
assalto, fui baleada nas costas), festejo também duas décadas de um afortunado
matrimônio que rendeu dois preciosos frutos, hoje adolescentes. Estou, enfim,
satisfeita com o que tenho me tornado.
Num exercício de
imaginação, findada essa breve passagem, de volta ao pó, se me fosse dada a
oportunidade de alertar sobre algo realmente significativo eu diria: temos prazo de validade!
A advertência acima
faz jus ao negrito, pois – mortais – não dispomos de todo o tempo do mundo para
realizar nossos sonhos, a saber, ser e fazer feliz.
Embora a
felicidade seja em si objeto da filosofia, não há necessidade de insistirmos o
quanto responder ao que é felicidade é pessoal e intransferível. No entanto, além
das necessidades básicas que precisam estar asseguradas para uma existência digna,
há angústias inerentes – “humano, demasiado humano”, às quais urge transcender.
A vida é árdua,
difícil e sujeita às vicissitudes, tem seus imprevistos e, por mais coerentes e
dotados de bom senso que possamos ser, é a heraclitiana impermanência, a
instabilidade que dá o tom.
Sem dúvida, prover
nosso sustento e os daqueles que gerarmos e estão sob nossa responsabilidade já
nos ocupa e responde por grande parte de nossas preocupações. Mas, eis que não
é somente a esse tipo de incumbência que nos atemos e, um dia, nos flagramos
pensando no que mais daria sentido à nossa vida: “A única forma de medir o
significado da nossa vida é valorizando a vida dos outros”, afirmou o
psicanalista francês Jacques Lacan.
E, em sua obra
“A Teoria dos Sentimentos Morais”, Adam Smith afirma que: "Independente de
quão egoísta possa ser o homem, há evidentemente um princípio natural que o faz
interessar-se pela sorte dos outros e considerar sua felicidade necessária para
si, mesmo que nada obtenha dela além do prazer de vê-la".
Se, quando
jovens, nossos objetivos estão prévia e relativamente delineados, à medida em
que o tempo passa e vamos envelhecendo, nossos anseios já não são assim, tão
óbvios, tão claros.
Tendo cumprido,
realizado satisfatoriamente boa parte dos nossos propósitos, insinua-se um
sorrateiro gotejar de angústia que, à revelia, instala um aplicativo que
suscita uma inefável falta de entusiasmo, um discreto sentimento de vazio e,
junto ao marasmo, vem certa apatia e carência de sentido.
Contando com
cinquenta e dois anos, vinte de casamento, doze de Carta Forense, há seis meses
vivencio uma experiência filantrópica nobilitante que alçou minha existência a um
patamar mais elevado de satisfação e de felicidade.
Para além do
núcleo familiar e de amigos próximos, há toda uma sociedade da qual participamos.
Findada nossa principal missão, a saber, a de nos formarmos, aprimorarmos nossa
técnica, cultivarmos boas relações afetivas, gerarmos e criarmos filhos, o
mundo clama por uma ação efetiva de nossa parte.
A solidariedade,
a filantropia oferece uma saída a todos aqueles que sentem que já terminaram
uma etapa, mas que isso não preenche tudo, não é tudo. Ralph Waldo Emerson está
correto quando diz que: "Uma das mais belas compensações da vida é que
nenhum ser humano pode ajudar o outro sem que esteja ajudando a si
mesmo.".
Asilos, creches,
prisões e hospitais são exemplos de lugares que descortinam realidades onde a carência
que as permeiam, preenchem os anseios de nosso espírito.
Encontramos
ainda mais sentido para nossa vida à medida em que contribuímos para a melhoria
do bem-estar dos desfavorecidos, dos desassistidos.
De "ta onta" a "ta pragmata", tive a sorte de
conhecer, através do Facebook (viva a Era de Aquário!), uma família carente de
Guaianases que conferiu ainda mais sentido à minha existência e tem sido razão
de grande felicidade.
Trata-se de um rapazinho portador de necessidades
especiais, Jamesson, cujo trabalho encontra-se disponível aqui mesmo, em nosso blog, sob o
título “Como ajudar a nós mesmos” (confira AQUI).
Penso que a
afirmação, do senso comum, de que "a caridade deve ser anônima, do
contrário é vaidade" encerra um perverso estigma que eclipsa a propagação
da bondade, do Bem, da LUZ. Portanto, ajude, ampare, propague, compartilhe,
contagie. Até porque a “compaixão é [mesmo] a parte mais bela da sabedoria”.
Obs.: Eis os
dados bancários da mãe do Jamesson, d. IVANILDA MEDEIROS - Banco Itaú -
Ag.
7471 - c/c. 06.353-2 CPF 298.272.644/00
E, se você realizar ou tiver realizado alguma ação de cunho filantrópico que queira relatar, sinta-se à vontade para compartilhar conosco na área de comentários abaixo. Muitíssimo grata!
1 de jan. de 2018
O que é o niilismo?
“A caveira não abandona jamais a
máscara de olhos fixos; a vida nada mais é que uma indumentária com chocalhos
que o Nada veste para soar, antes de arrancá-la fora. Que é o Todo? Nada mais
que o Nada. ” Teólogo e filósofo escolástico medieval Boaventura (1221-1274)
Para esclarecer, de forma clara e
inequívoca, o que é o niilismo, bastava enviar à redação do jornal o título
acima e mais nada. Uma folha totalmente em branco, sem absolutamente nada.
Inquietante, não?
Não é de modo menos dramático que
o filósofo italiano Franco Volpi (1952) inicia sua obra “O niilismo” (Edições
Loyola): “É de incerteza e precariedade a situação do homem contemporâneo. (...).
Rompidos a estabilidade dos valores e os conceitos tradicionais, torna-se
difícil prosseguir o caminho. ”
A reflexão filosófica, diz ele,
procurou diagnosticar essa situação, pela análise dos males que afligem o homem
de hoje e dos perigos que o ameaçam, chegando a identificar como causa
essencial do fenômeno o “niilismo”.
Mas
o que é o niilismo?
A palavra em si aparece entre o
fim do século XVIII e início do XIX, mas tornou-se tema comum de discussão no
século XX, quando o niilismo assoma como problema, com toda a virulência e
amplidão.
Exprimindo esforços artísticos,
literários e filosóficos voltados para a experimentação do “poder
do negativo” e para a vivência de suas consequências, o niilismo trouxe à luz o
profundo mal-estar que abre como uma rachadura a auto compreensão de nosso
tempo, afirma Volpi.
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche
(1844-1900) via no niilismo “o mais perturbador de todos os hóspedes”: um
visitante funesto perambulando por todos os cômodos da casa, sem que se pudesse
expulsá-lo porta afora. Mas que é, afinal, o niilismo?
Nietzsche, o primeiro grande
profeta e teórico do niilismo respondeu que lhe falta a finalidade (télos). Carece de resposta à pergunta
“para quê? ”.
Que significa o niilismo? Que os valores supremos se depreciaram
(confira o artigo anterior, dezembro de 2017), que não há mais a que se
agarrar: “Ó pai, ó pai, onde está teu seio infinito, para que eu possa nele
descansar? ” (Jean Paul Sartre, 1977).
O niilismo constitui, assim, uma
situação de desnorteamento provocado pela falta de referências tradicionais, ou
seja, dos valores e ideais que representavam uma resposta aos porquês e, como
tais, iluminavam a caminhada humana, esclarece Volpi.
Observando a dinâmica que
desencadeia o esvaziamento dos valores supremos e suscita a irrupção do
niilismo, Nietzsche afirma: “O homem moderno acredita experimentalmente ora num
ora noutro valor, para depois
esquecê-lo. Cresce sempre mais o círculo dos valores superados e esquecidos.
Percebe-se sempre mais o vazio e a pobreza de valores."
E prossegue: "É um movimento
incessante, apesar de todas as grandes tentativas para detê-lo. No máximo, o
homem ousa uma crítica genérica dos valores. Reconhece sua origem. Conhece
demais para não crer mais em valor algum. Esse é o pathós, o novo frêmito.... Essa é a história dos dois próximos
séculos...”.
A profecia de Nietzsche
confirmou-se: a onipresença multiforme do niilismo torna-o tão visível que,
paradoxalmente, fica difícil apreendê-lo numa definição clara e unívoca.
Segundo Franco Volpi, não há
consenso em seu diagnóstico nem na anamnese de suas patologias e do mal-estar
cultural que representa: “Até os estudos históricos sobre a gênese do termo
acabaram por mostrar como tem sido complexa e variada a manifestação desse fenômeno.
”
Etimologicamente, o niilismo – do
latim nihil (nada) – é o pensamento
obcecado pelo nada.
O sofista Górgias (485 a.C.) talvez
seja primeiro niilista da história ocidental, pelo terrível raciocínio que nos
legou: nada existe; se alguma coisa existisse, não a poderíamos conhecer; e,
se a conhecêssemos, não seria comunicável.
O filósofo medieval Fredegiso di
Tours (falecido em 824 d.C.) em “Da
substantia nihili et tenebrarum”, numa atitude filosófica escandalosa para
a época, pretendeu provar que o nada se impõe com sua presença e possui,
portanto, algum ser, alguma substancialidade.
E o frade dominicano alemão, Mestre
Eckhart (1260-1328) numa estonteante annihilatio,
declara que Deus e o nada, “o anjo, a mosca e a alma” são a mesma coisa.
Leonardo da Vinci (1452-1519), anotou
em seu Codex Atlanticus: “Entre as
grandes coisas que estão abaixo de nós, o ser do nada é imensamente grande”.
E Leibniz
(1646-1716), com a célebre pergunta: "Por que há algo mais do que
nada?", e sua inquietante resposta: "Porque nada é mais simples e
fácil do que algo." Seria o nada, mais do que o fim para o qual
caminhamos, paradoxalmente, também premissa?
Como uma sombra permanente, o
nada sempre acompanhou e preocupou a reflexão filosófica, tal qual Mefistófeles
em relação a Fausto, na obra magistral de Goethe (1749-1832): “O espírito que
sempre nega” insinua-se no âmago da mente humana, fortalecendo-se com a razão
da negatividade já proclamada por Anaximandro (610-545 a.C.): “... Pois tudo
quanto nasceu merece ser aniquilado; portanto, era melhor nada ter nascido. ”.
Volpi chama a atenção para o fato
de que nem pode a filosofia prescindir do nada, se é verdade que, para
resguardar sua missão, a saber, a busca do Ser como Ser, deve ela distinguir
este último [o Ser] de seu oposto essencial, o Nada.
Eis porque o filósofo alemão
Martin Heidegger (1889-1976) chegou à seguinte conclusão drástica: “O ponto de
comparação mais difícil, mas também menos enganador, para avaliar a
autenticidade e o vigor de um filósofo é ver se ele capta, logo e radicalmente, no
ser do ente, a proximidade do nada. Quem não viver essa experiência ficará,
de modo definitivo e sem esperança, fora da filosofia. ”
A respeito do niilismo, Franco Volpi
sustenta a mesma convicção válida para todos os verdadeiros problemas
filosóficos: eles não têm solução, mas história.
Na reconstrução histórica do
niilismo, é opinião comum que Dostoievski (1821-1881) em caráter literário [sem
esquecer Turgueniev (1818-1883)] e Nietzsche, sob o viés mais filosófico, são
os dois fundadores e os principais teóricos do niilismo.
Bem, o ano acaba de começar,
absolutamente novo, em branco. Especificamente sobre esse “nada” que ainda é
2018, há o que se pensar, o que se fazer. E muito.
Prossigamos, amigos, afinal,
o “eco do ossário” ainda não bradou pela última vez.
Luciene
Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia
Greco-romana
lucienefelix.blogspot.com - Instagram:
lufelixlamy
WhatsApp (13) 98137-5711
Assinar:
Postagens (Atom)
ESCOLHA & CLIQUE (leia no topo). Cultura faz bem ao Espírito!
Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.
Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.
Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.
Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.
Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.
Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.
Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.
A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").
Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.
O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.
AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.
E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.
Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.
Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.
Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.
Bem-vindos ao Olimpo amigos!
Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.
A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").
Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.
O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.
AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.
E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.
Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.
Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.
Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.
Bem-vindos ao Olimpo amigos!
Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.
Outros debates jurídico-filosóficos
A Justiça na Grécia Antiga
Transição do matriarcado para o patriarcado
A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).
Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).
O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.
Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.
Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).
O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.
Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.
A ARETÉ (excelência) do Homem
se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)
Busque sempre a excelência!
TER, vale + que o SER, humano?
As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.
Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.
Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".
Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.
Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".
A Sábia Mestre: Rachel Gazolla
O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)
Você se sentiu ofendido...
irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br











