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Nesta próxima sexta-feira, dia 26 de junho, às 14h, teremos uma LIVE com Ana Venticinque, do VouPraRoma sobre Bernini e o mito do rapto de Perséfone (Prosérpina) diretamente da Galleria Borghese (Roma).
Compartilhe e avise seus amigos, pois será belo, divertido e muito informativo!
Para assistir, basta entrar no meu Instagram @lufelixlamy ou no @VouPraRoma.
Um grande abraço e até lá!
PS: Ambas as LIVE's estão disponíveis no IGTV do Insta @voupraroma.
“Eles têm medo do amor porque o amor cria um mundo que eles não podem
controlar". George Orwell.
Não é de hoje que, atônita, a humanidade é surpreendida por moléstias
com mortandade em escalas aterrorizantes.
Mas, desde os tempos mais remotos, o que permanece igual e o que mudou
na forma com a qual lidamos com essas tragédias?
Democrática, a palavra PANDEMIA reúne todos (pan) + povos (demos).
Na antiguidade, quando algo de nefasto assolava uma comunidade,
buscava-se a redenção do “castigo divino” por meio da expiação (reparação) das
faltas através do clamor e dos sacrifícios aos deuses.
Um dos exemplos deste “modus vivendi/modus operandi” está na a
calamitosa situação de Tebas, trazida pelo mais “raiz” dos tragediógrafos, o
monumental Sófocles, em 427 a.C.
Sim, buscar inteligir e barganhar com a metafísica é coisa muito
antiga. E, paradoxalmente, atualíssima, como veremos adiante.
O povo, então, se empenhava em identificar e banir o miasma (mancha,
mácula), expulsando a provável causa daquilo – melhor dizendo, de quem – os
arruinava.
É desse contexto que surge a figura do bode expiatório, literalmente,
um clássico.
Avançando mais um pouco até a Idade Média (1347), a Peste Negra
(transmitida pelas pulgas dos ratos), também nominada Peste bubônica (as feridas
formavam bulbos na pele) impiedosamente dizimou um terço da população europeia.
Nesta, elegeu-se por bode expiatório, dentre outros, os judeus. Na
Pandemia que enfrentamos hoje, apressa-se em apontar os chineses e seus
suspeitáveis hábitos alimentares.
No entanto, uma vez que alimentação requereria um texto à parte e,
talvez, somente os sábios pitagóricos (vegetarianos) estivessem em posição de
objetar com propriedade, prossigamos.
Desde os primórdios, evidenciando nossa vulnerabilidade diante da
inevitável (a morte), o medo fortifica a Fé.
A fragilidade humana diante da Peste medieval, por significativo
período, solidificou (talvez seja apropriado dizer “glorificou”) a Igreja.
Mesmo que, no 5º ano de Peste, após obstinado apelo ao povo que confiassem em
Deus, grande parte do clero tenha desertado, causando imensa revolta na
população.
“Gatilho” elevado à máxima potência, a aterrorizante ameaça de morte
nos torna mesmo reféns do acaso, da “vontade de Deus”.
Isso é ainda mais dramático, sobretudo, quando estamos cônscios de que
nem mesmo uma portentosa e sólida posição social e/ou econômica, garante que a
foice nos distinga dos demais.
Evidente, este fato corrobora o desespero com o qual recorremos à
metafísica (Fé) em busca do alento que apazigue nossa alma e nos acene com
sobrevivência.
A igreja, atacada pela ineficácia diante da Peste, mas já
solidificada, passada a tormenta, prosseguiu e, detentora do calendário das
feiras (comércio), também impulsionou a economia, promoveu o bem-estar social e
patrocinou o Renascimento, tanto nas artes quanto nas ciências, essa última,
com tolhedoras ressalvas.
Foi também a Peste medieva que inspirou o poeta florentino Dante
Alighieri a escrever “A Divina Comédia: - "Ó, vós que entrais, abandonai
toda a esperança.", imprimindo em nossa memória as terríveis e indeléveis
imagens do inferno e dos demônios.
Mais adiante, ao final da primeira guerra mundial, fomos novamente
assombrados pela Gripe espanhola (1918-1919), que também ceifou mais 50 milhões
de vidas, dessa vez, em grande parte do mundo.
Novamente, testemunhamos um significativo avanço na higiene, medicina,
enfim, nas Ciências e uma pujante revolução industrial.
O momento atual indica que a dinâmica de nossa relação com as
misteriosas Pandemias não mudou muito.
Acompanhe: primeiro, tomados de assalto, incrédulos, ficamos
aturdidos.
Na sequência, a obstinada busca, eleição e perseguição do(s) bode(s)
expiatório(s), respaldados pela xenofobia, o fanatismo religioso e inúteis
divergências políticas.
Em meio a uma Pandemia, como em nenhuma outra circunstância, exceto na
guerra, o que dá no mesmo, pois Pandemia é uma guerra da humanidade contra um
inimigo comum (invisível), as caóticas sementes da ignorância encontram solo
fértil no ódio, o obscurantismo propaga-se com muito mais vigor em meio ao
desespero.
Concomitantemente às manifestações xenófobas, ao fervor religioso e
discordâncias políticas, advém o confinamento dos contaminados e o
distanciamento pessoal, a fim de se resguardar do contágio.
Em seguida, pois, a Peste é apressada, o enterro dos mortos, cujos
desfavorecidos, sem acesso sequer a saneamento básico, são sempre em maior
número e, por fim, o imediato e vertiginoso salto – quantitativo e qualitativo
– em termos de avanços das technai (Ciências), como já estamos testemunhando.
Longe de Tebas, da Peste bubônica e da Gripe espanhola, vivenciamos a
Pandemia do Covid-19 do alto do globalizado e, em grande parte imbecilizado
Século XXI, cuja população gira em torno de 7 bilhões de almas.
A diferença mais significativa no modo com o qual estamos lidando com
a atual Pandemia de Coronavírus talvez esteja no fato de que, extensão de
nossas mãos – escravizadas pelo que se passa no cérebro e o que sente no
“cuore” –, celular e internet promovem uma nova e desenfreada revolução à La
Gutenberg: a produção e propagação instantânea de todo tipo de informação.
Em meio a esse democrático dinamismo digital, com o caos a um clique,
a ignorância se alastra com vigor.
Constatamos DESDE o patético fenômeno da “gourmetização da peste”,
onde a turba chafurda com gosto na lama da vulgaridade, explicitando o que mais
define a multidão, a saber, ausência de pudor, ATÉ a proliferação de uma
inimaginável e portentosa rede de solidariedade, digna de nota e enaltecimento.
Obviamente, a bizarrice do "instagramworthy", o esdrúxulo
das “lives” ocas permite entrever o quanto tantos estão abandonados ao próprio
obscurantismo e de seus seguidores, que os aplaudem, endossando o grotesco,
alçando-os ícones no qual se espelhar.
Neste sentido, exceto pela proliferação da estupidez em progressão
geométrica, não há nada de novo sob o sol, pois a Peste que vivenciamos nos
traz de volta à tragédia, literalmente, uma vez que a tragédia desempenha a si
própria diante do público o que, como afirma Aristóteles, suscita terror e
piedade.
Felizmente, para toda essa avalanche, há antídoto! Simples, eficaz,
gratuito e ao alcance de todos nascidos de mulher: a liberdade e o poder de
escolher!
Pois, todavia, reitero, não é somente o trágico império do mau gosto o
que salta aos olhos nesta Pandemia pós-moderna; nem tudo é oportunismo e
“self-marketing”.
Embora produções cinematográficas recentes, como “O poço” e
“Parasitas” tenham nos permitido ponderar sobre o disparate nas condições de
vida de bilhões de pessoas neste mundo, é o invisível, distópico e “disruptivo”
Covid-19 que ousa rasgar de vez o véu da desumana e perversa desigualdade
social, que sufoca e mata sem sujar as mãos.
Mudanças. Decerto, haverá mudanças, como as que já ocorreram nas
Pandemias de outrora: na economia, em nossa relação com o consumo, na educação,
na relação entre patrões e empregados, nos próprios empregos, no surgimento de
novas profissões, nas Ciências, nas medicinas alternativas, e sobretudo na
inimaginável celeridade dos avanços tecnológicos, por exemplo.
Mudanças! Até porque, urge minimizar a portentosa demanda por dignidade
material e saúde psíquica de tantos seres humanos desafortunadamente
desamparados.
Mudanças inacreditáveis, extraordinárias, como as que já estão, de
fato, ocorrendo, vide a espetacular rede de solidariedade que têm viralizado e
contagiado a tantas boas almas neste mundo.
Não porque ser solidário “pega bem”, fazer doações seja “modinha”, mas
porque nossas semelhanças são mais significativas que nossas diferenças,
sobretudo na morte, que é o que nos define (mortais, lembra-se?).
Rasa ou profunda, morosa ou veloz, tímida ou mais audaciosa, o fato é
que a mudança oriunda da Pandemia do Covid-19 já começou: o “aplicativo”
compaixão foi instalado com sucesso.
É por essa APOTEOSE (rumo ao “theós”) que ansiamos desde a aurora dos
tempos. Não há mesmo nada de novo sob o céu.
Exceto, essa vontade contagiante de nos tornarmos mais humanos. E
então, não seremos só tragédia, mas um verdadeiro ÉPICO! \o/
Luciene Felix Lamy Profa. de Filosofia e Mitologia Greco-romana
Julie Andrews (1935) interpretando a deusa Tétis, mãe do herói Aquiles, no filme Tróia.
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Minha área é Filosofia que, em
seus primórdios, entrelaça-se com a mitologia grega.
Quando me debrucei sobre “O
Banquete (sobre o Amor)”, de Platão (AQUI), ressaltei: “não é um só”,
objeta Pausânias (um dos convidados) que, cingindo a unidade do Amor,
subdivide-o (não os excluindo) e hierarquiza-os imediatamente (sim, o lógos hierarquiza!):
Afrodite não é só uma, há a mais velha, Urânia (Celestial) e
a Pandêmia (pan = todos e demos = povos). Nesta última [os
homens], amam mais o corpo que a alma.
Inevitavelmente, a mais poderosa divindade, Afrodite
Pandêmia (a popular, a vulgar) é vencida pelo tempo (Chronos/Saturno), seu temido, invencível e fiel inimigo, obviamente, perde seu poder: “Com efeito, ao mesmo tempo em que cessa o
viço do corpo, que era o que ele amava “alça ele o seu voo” (aqui é Platão citando o aedo/poeta Homero),
sem respeito a muitas palavras e promessas feitas.
Bom é o amante do caráter,
que é constante por toda a vida, porque se fundiu com o que é
constante”.
Pausânias revela, então, duas
formas da deusa do amor e da beleza: Afrodite
Urânia, associada ao eterno, imortal e Afrodite Pandêmia ao transitório, mortal.
Ambas são
necessárias, embora sucumbir, dando ênfase à Pandêmia (corpórea, sensível,
carnal), desvirtue a pólis (cidade). Essa Paidéia (pedagogia) tinha no horizonte o desencadeamento da mais famosas das guerras, a de Tróia.
Postulando sobre a questão da
velhice, especificamente no que tange às Afrodites na faixa dos 50+ (outrora
mais pandêmias, hoje, infelizmente, nem sempre Urânias) a abrangência que essa
questão suscita é vasta, pois há o viés filosófico, mitológico, biológico,
psíquico (psicanalítico), econômico, cultural, estético, literário,
antropológico, midiático, etc. Eis aqui, nosso breve recorte.
Mas, antes, uma piada:
Como não envelhecer? Esquece,
pede outra coisa. Aceita que dói menos. Bem, na verdade vai doer de qualquer
forma.
Envelhecer é vislumbrar o
crepúsculo, é ir despedindo-se da vida. Daí o medo, a paúra em testemunhar a
decrepitude do corpo. Mas nosso “canto do cisne”, único, pessoal, intransferível
pode ser belíssimo!
Das sujeitas à alteração de
Chronos (o deus do Tempo, na mitologia grega; Saturno, na romana), ou seja,
TODAS NÓS, MORTAIS, a perda de PODER (cujo objeto simbólico é o “falo”) é causa
das maiores angústias.
Psicanaliticamente falando,
mulher no lugar da “falta” e homem no lugar da “potência” (dynamis).
Não é de hoje que o prêmio
(poder) se dá através do homem (força, afirmação, virilidade), e o processo de
envelhecimento exige um realocamento dessa
fonte de poder.
Atentar a esse mecanismo liberta de nos sentirmos reféns do
índice de desejabilidade, nos elevando a outro patamar, ao não menos poderoso terreno da serenidade e da suprema sabedoria: ao
de Afrodite Urânia.
Inegavelmente, somos todos
escravos da beleza, tanto que, à revelia, o belo atrai, o belo catalisa, é
magnético, é quem “manda” em nosso olhar.
Seja o belo concreto de uma mulher, um cavalo ou uma panela (lembrando
Sócrates) e/ou o belo de um ideal
(que por métexis, participam a
mulher, o cavalo e a panela), o belo de um sentimento ou de uma atitude.
O belo, sobretudo a beleza da
juventude, traz em seu bojo, além da “promessa
de felicidade” proustiana, o claro indício da capacidade natural (e
sobrenatural!) de criar novas vidas, portanto, é notório o poder oriundo da
potencial fertilidade feminina. Utilitaristas que somos, o que não gera é
inerte.
No entanto, voltando ao Banquete,
recordemos as palavras da sábia sacerdotisa Diotima da Mantinéia: há geração
nos corpos e geração nas almas!
São diversos os arquétipos
(comandos principiais que servem de modelo) primordiais: a Terra (Gaia), a
Grande Mãe, a Sábia, a Desbravadora, a Sedutora, a Guardiã do fogo sagrado,
etc.
O empoderamento feminino, seja
por conta da beleza, da astúcia (ou de ambos) é antigo: Eva, Nefertiti, Helena,
Cleópatra, as bíblicas Maria Madalena, Judite e Salomé, as estadistas Golda
Meir, Margareth Thatcher e Ângela Merkel, além das mitológicas Afrodite
(Vênus), Athena (Minerva) e Hera (Juno), soberana do Olimpo.
Enquanto viventes, estamos atreladas
ao nosso corpo, mortal, sujeito à corrupção de Chronos (o Tempo devora tudo o
que cria) e ele, o corpo, é também condição “sine qua non”
para que nos manifestemos.
É dos argumentos a favor da aceitação (que pode ou não
ser precedida por negação, raiva e barganha) dos efeitos da decrepitude neste corpo
que ponderamos.
Pois bem, considerando que este
corpo é veículo perecível e que após meio século de vida (tenho no horizonte a
expectativa de vida em torno de 80 anos) os sinais de Geres (a velhice) vão se
intensificando e se impondo, cabe a nós, fazendo uso da “ratio” (razão), ponderarmos sobre a ressignificação que a manifestação deste corpo – no tempo, no
espaço – requer, que pode vir a ter. Sim, analógicas e digitais, além de vivenciarmos o que foi "cair a ficha" nos orelhões das esquinas da vida, temos Instagram, um armário abarrotado, além dessas décadas "extra"! Talvez ainda não estejamos sabendo lidar muito bem com isso. "Nada em excesso", roga o frontispício do Oráculo do deus Apolo, em Delfos.
É mais comum uma jovem de trinta
anos achar-se “velha” (coisas do 1º Regresso de Saturno) que uma senhora de 50+ aceitar interditos à sua faixa
etária.
Ageless é o nome da nova onda
que, se não estiver sob o escrutínio do bom senso revelará algo de forçosamente hipócrita ou fake.
Convém discernimento para separar
o joio do trigo: ageless é grande
conquista para o emprego de todo esse gás (Nietzsche denominou de “vontade de
potência”) que ainda dispomos, para adotarmos o confortável (jamais desleixado)
estilo normcore (código de vestir “normal”),
atentar ao mindfulness e se
reinventar desbravando novos mundos, na medida do possível.
Como todo e qualquer pharmakón, ageless é um bom paliativo (bora dropar essa onda!), uma vez que Thánatos não tem cura.
No mundo pós-moderno, nossas
ações não se resumem mais às questões de cunho moral binário, no sentido “certo
X errado”, mas de sentir se aquilo que Homero denominou os “phrenas” manifesta-se ou não em nosso
íntimo; é um mundo favorável a nos tornarmos “patetikós”.
Sim, já vivenciamos o ápice do
vigor de nossa juventude, de nossos vinte, trinta anos!
Corremos, focamos, nos dedicamos
e cumprimos inúmeras tarefas, trabalhamos muito. Vivenciamos anseios, dúvidas,
angústias, enfrentamos desafios, superamos provações.
Carregamos a árdua e imperativa
tarefa de escolher – com mais ou menos liberdade – nosso destino em várias
esferas da vida: do ponto de vista profissional e também amoroso, afetivo.
Provavelmente até mais de uma vez.
Optamos por gerar ou não nossos
filhos. Por cultivar ou não afetos, por priorizar ou não galgar elevadas
posições, obter destaque na sociedade.
Isso às quais coube tal escolha, pois
sabemos que, infelizmente, a muitas mulheres a natureza biológica ou a
limitação socioeconômica vetou tais liberdades.
Para nós, na faixa 50+, talvez as
duas últimas décadas talvez tenham sido mesmo as de maior empenho de nossa
parte pelo “Outro”, quando estivemos absortas, fazendo o que podíamos por nossa
carreira e pela família, tanto a que originamos quanto àquela que nos originou.
Foram muitos os encontros e
desencontros, todos edificando nosso caráter, nos jantares, nas festinhas,
batizados, aniversários e ceias natalinas. Ah, os afetos alinhavados enquanto
estávamos entretidas na criação de nossa prole. “Velhos tempos; belos dias! ”.
E fizemos! Meu Deus, como
fizemos!
Mas eis que chega esse momento de
reavaliação das principais ações, que nos ocupou e preocupou por décadas, essa faixa,
a dos 50+ na qual nos flagramos prostradas diante de nós mesmas, inquirindo
perplexas:
“Então, fiz, agi como conforme meu meio social, minha época, a cultura
e os valores vigentes pautavam. Mas.... É só isso? Agora é afogar no mar do
vazio, da opacidade, da ausência de desejos e, pior, coroando todas essas
angustiantes indagações, velar a decrepitude do corpo, resignar-me? ”.
Toda essa avalanche de
questionamentos (o que elenquei acima foi somente um exemplo dos que podem vir
a surgir), acompanhados da sensação de inutilidade, é fruto do que realmente?
De não determos mais o poder de
gerar?
Mas já geramos. Ou optamos por
não gerar, antes mesmo que o aplicativo do interdito biológico (menopausa) se
instalasse.
Da expectativa de levarmos a cabo
(e bem) a tarefa de educar, preparando a prole para a vida?
Mas já os encaminhamos!
De não saber o que mais fazer?
Ah, desejante homo-faber!
Bem, de praxe, equiparamos o Ser
ao fazer. “O que você faz? ”
Culturalmente é com a resposta a esta pergunta que definimos a nós mesmas e aos
demais.
E sequer havia necessidade de
algo reconhecidamente brilhante ou extraordinário para uma resposta
legitimamente satisfatória, que nos definisse, bastava um simples “cuido da
casa; zelo pela família, os filhos, o marido, o lar. ”
Há algo mais distinto e
moralmente positivo do que responder assim, com toda honra e toda glória?
Eis que a guardiã do fogo dos
antepassados, do lar, a deusa Héstia (Vesta, para os romanos) nos empodera,
meninas!
Claro, muitas de nós conquistaram
um papel de inegável destaque no seio social: Mãe de Família! Há título mais
respeitoso?
Tão virtuoso que eclipsa até o de
uma cientista que se dedique à cura do câncer, por exemplo. Para cada dez mães
de família, uma cientista bastaria. O contrário, talvez não.
Porque, vamos combinar de falar a
verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, por conta do que o Pai da
Psicanálise, Sigmund Freud denominou “desamparo
estrutural”, a maternidade – apropriadamente – reivindica para si a maior
glória do mundo. Sem [boas] Mães não há sequer seres humanos. Ponto.
No entanto, contudo, todavia, à
medida em que o Tempo passa (Oh, Chronos impiedoso!), a capacidade (leia-se
PODER) de gerar se extingue, os filhos gerados crescem, saem de casa, vão eles
próprios buscar seus caminhos e, vem a angústia, a síndrome do “ninho vazio” (no vídeo abaixo o psicanalista Paulo Gaudêncio chama de "síndrome das mães desempregadas").
Também pode haver a cama vazia, o
bolso vazio e, talvez, ainda mais danoso: a cabeça vazia.
Amor. Desejo. Voltemos ao início,
à deusa da beleza e do amor, Afrodite (Vênus), a potestade com a qual iniciamos
essa prosa.
Amar/desejar SEMPRE dá um sentido
para a vida, um propósito para o viver.
Amar a si mesma. Amar aos filhos.
Amar o que se faz. Quanto aos demais, compreender talvez já seja o suficiente.
Pois bem, compreender aos pais,
aos irmãos, aos amigos, àqueles que – à revelia ou não – o acaso colocou em
nosso caminho.
O filósofo grego pré-socrático
Heráclito de Éfesos dizia: “O tempo é
criança brincando, de criança o reinado.”. Entreter! Entretemo-nos e
enriqueçamo-nos com as mundanidades que agradam aos nossos olhos, que edificam
e enobrecem a nossa alma!
Temos Dante, Victor Hugo, Dostoievski,
Shakespeare, Guimarães Rosa e Machado de Assis (temos as séries no NetFlix!); temos a beleza das flores e da
decoração dos ambientes, os bons odores, as artes, as viagens, as amizades, a
solidariedade, o curso de idioma, de danças de salão, as atividades tão
prosaicas, cotidianas e por isso mesmo, tão salutares; as sofisticações
gastronômicas, os carteados semanais, a caminhadinha diária.
Temos toda uma desfavorecida e,
portanto, necessitada humanidade à nossa volta para olhar e fazer, homo faber!
Mas tal qual a birrenta imatura
que se recusa a passar o bastão, o cedro, ansiando por uma irrealizável
imortalidade, não nos enxergamos em todas as dimensões, pomos em relevo as rugas, a flacidez
e o prateado dos cabelos. Nós mesmas nos limitamos a isso, míopes à grandiosidade do Cosmos, à Afrodite Urânia em nós.
É tão feio assim, envelhecer? Contemple a enfermeira polonesa Irena Sendler (imagem acima) e veja o quão
bela – no corpo e na alma! – uma mulher bondosa e sábia pode ser.
Como boa e prática chronida que
sou (Capricórnio), francamente, rebelar-se contra o invencível Chronos é pura
perda de (e para o) tempo. Mire lá em cima, no alto, a plateia agora é outra, capisce?
Desfrutar profunda e serenamente o crepúsculo que já se avizinha, usufruir destas preciosas últimas
décadas de vida (Oh, dádiva!) com lucidez, gratidão e sobretudo com ALTIVEZ é,
sim, uma belíssima saída possível.
Saída. Foi o que escrevi, pois
sairemos. Que seja de forma digna e honrada, como convém aos sábios.
luciene felix lamy
Whats (13) 98137-5711
Acima, esclarecendo sobre "Afrodite Urânia e Pandêmia", do renascentista veneziano Tiziano Vecellio, na Galleria Borghese, em Roma. TURMAS ANUAIS, http://cursodemitologiaemroma.blogspot.com/
No vídeo abaixo, minha singela homenagem à Sabia que tive a honra de conhecer: a psicanalista Anna Verônica Mautner (1935-2019). Confira mais vídeos dela no YouTube.
Como podem ver, nosso Blog alcançou a marca de + de 500 MIL acessos.
Realmente, considerando os temas abordados, é um feito e tanto.
Em virtude disso, estamos disponibilizando gratuitamente nosso E-book "Introdução ao Renascimento" - Um guia para que você possa apreciar e desfrutar de muitos museus mundo afora, sobretudo no Continente da Ninfa raptada por Zeus, Europa.
Para recebê-lo de presente, basta solicitar por E-mail mitologia@esdc.com.br
UM CONTO DE NATAL... (clicando sobre as imagens, elas ampliam)
Há alguns anos, minha amiga capricorniana Consuelo Blocker Pascolato decidiu criar um blog (AQUI).
Da área de "comentários" deste blog nasceu o Salotto, que é a "sala de estar" onde as leitoras interagem e se conhecem nos animados "Encontrinhos do Salotto do Consueloblog".
E, foi do Salotto que surgiu o grupo de whatsapp intitulado "AMOR
em AÇÃO" cujo resultado registramos aqui.
A bela e comovente história - que relato abaixo - é verídica, real e tem FINAL FELIZ!
Ao se deparar com essa surpresa, talvez a própria Consuelo esteja perguntando a si mesma:
“Mas onde é que eu entro nisso? ”
Bem, entrou quando criou o Consueloblog, pois foi através das
nobilitantes almas que agregas neste teu Salotto
que o Natal e o Ano Novo da família do
Jamesson, um encantador aquariano (14 de fevereiro), portador de necessidades
especiais, será abundante e digno, como todos devem ser.
Esse Post é para
que as pessoas se inspirem a fazer a diferença!
Permitam-me apresentar o Jamesson e sua família! Ele
tem 24 anos e mora num apartamento do CDHU em Guaianases (Zona Leste de SP) com
sua mãe, d. Ivanilda (59), seu irmão Gabriel (18) e sua avozinha materna,
d. Luzia, infelizmente inválida, de 88 aninhos.
Penso que, àqueles a quem falta saúde para partir para a conquista de
uma renda são os mais vulneráveis.
Inteirei-me das condições do
Jamesson graças à sua prima, Vera Tomé (58) que, embora eu não a conhecesse,
estava em meu Facebook. Certo dia, d. Ivanilda postou uma foto de seu filho na timeline da Vera comentando que o cabelo
dele era igual aos cabelos de um parente delas em comum.
Ao me deparar com a foto do
Jamesson fiquei impressionada ao constatar que seus cabelos também são iguaizinhos
ao do meu filho, Théo (16 aninhos).
Isso me abalou profundamente. Foi dilacerante! Enviei um áudio (desesperador) para as meninas. Nessas horas precisamos MUITO dos amigos!
Decidi que
precisava conhecer essa família, conferir sua realidade de perto, “in loco”. Fui e constatei que eles precisavam mesmo de assistência.
Eis o Jamesson em
nossa primeira visita! Eles nos receberam no dia 30 de setembro de 2017, com frutas,
bolos e um delicioso café!
Parti, então, em busca de apoio. E o apoio veio, adivinha
de onde?
Sob a batuta de Dany Cilento e
Sonia Vieira, demos início ao nosso projeto de auxílio, que conquistou a adesão
instantânea de várias almas.
Muitas pessoas querem
ajudar, fazer caridade, mas não sabem como e temem que os recursos sejam
desviados e não cheguem – na íntegra – aos beneficiados.
Embora sejamos
inexperientes em assistência social, o Amor
em Ação revelou-se uma experiência bem-sucedida. É por isso que dá gosto
compartilhá-la!
Foi criado o grupo de WhatsApp “Amor em Ação”. E a primeira ação
emergencial foi nos cotizarmos e enviarmos uma contribuição financeira mensal à família, que até então sobrevivia com apenas um salário mínimo. Combinamos
que por um período pré-determinado (março/2018), eles receberão esse auxílio, sobretudo para
farmácia e supermercado, enfim, as despesas ordinárias.
A segunda medida foi
buscar tratamento dentário para toda família. Dra. CristianeGraziane Prada
(responsável pelos novos incisivos superiores de d. Ivanilda) e Dra. Silvanna Esgaib (sim, irmã da querida Gaby!)
– Odontopediatra, que atente também pacientes com necessidades especiais, se
prontificaram a recebê-los!
Quando perguntamos ao
Gabriel se sua mãe estava feliz com o tratamento odontológico, ele respondeu: “Nossa, nem posso
mais olhar para ela que já abre logo um sorriso! ”
A Terceira ação
empreendida foi de pintar, limpar, equipar e organizar a moradia da família,
pois devido ao delicado estado de saúde do Jamesson, dedetização, ordem e limpeza é
fundamental.
Desde então, com a preciosa ajuda
das amigas do Salotto - com destaque para Ana Abate da Contento Decor (AQUI) e Josi Amaral, da Saint Phylippe Chocolates (AQUI) no quesito organização, temos
vivenciado alegrias diárias que agora compartilhamos na web, amigos!
E, em apenas dois meses e
meio.... Bem, as imagens abaixo falam por si.
Cozinha da Família...
Em julho de 2019 - Pia & gabinete novos!
Também em JULHO de 2019 - jogo de panelas novas, inclusive de pressão!
Comovente nessa família não é somente a limitação pecuniária, é a
resignação, a bondade, a gratidão a Deus a todo instante, apesar das
limitações, sobretudo de saúde. Parecem ter saído de uma obra de
Dostoievski.... Tantas privações e ainda assim, eles só têm palavras para
agradecer.
Banheiro da família... 1ª e 2ª Fase:
Quarto do Jamesson e de sua avózinha d. Luzia...
O começo da mudança...
Doação de travesseiros novos e roupa de cama da Blue Gardênia - site AQUI.
E o capricho nos detalhes continua...
Sala da Família...
Gratidão "àzamiga" do Salotto: Angela Motta, Carmen
Nogueira, Ritinha Medina, Sandra Gorsky Rego, Mia Athayde, Anita, Marly Papa,
Denise Luna, Ana Abate, Gaby Esgaib, Tânia Sciacco, Sandra Cosenzo, Andreia
Motta, Maria Benincasa, Kareen Terenzzo, Jaqueline Müller, Viviane Marques,
Carolina Romano, Marina Di Lullo, Adrianne Gonçalves, Cassiano e Alexandra
Pereira.
Neste mês de dezembro, tivemos também a Formatura do Gabriel no Ensino Médio.
Eis o nosso querido Jamesson!
Que todo esse AMOR em AÇÃO alegre e inspire a muitas
outras ações solidárias, pois PROMOVER A CARIDADE É REVERBERÁ-LA!
Estendemos nossos agradecimentos especiais também a Alia Carol Maluf, Paloma Silveira Baumgart, Dr. Pedro Paulo Pereira, Elisabeth
S. Rivano e a um anjinho de franjas: Isabella Coffers*.
É, a gente nunca sabe mesmo até onde chega o alcance de nossas decisões. Consu, obrigada por congregar pessoas nobres e generosas, tão
parecidas contigo. E por compartilhar essa nobilitante experiência, que tanto
nos alegrou. Nasceste com uma conjunção entre os planetas Saturno e Vênus em Aquário (humanidade), na 12ª Casa, análoga ao signo Peixes, o signo da caridade, da compaixão. Uma dádiva a ser expandida, amiga!
FELIZ NATAL! Próspero 2018 a todos!
Ainda há muito a ser feito, quem puder contribuir com qualquer quantia, anote os dados na imagem abaixo, do Pai do Renascimento, Giotto di Bondone, representando a Caridade. Que Deus, que todo o Olimpo os abençoem, amigos!
(*) Para a aquisição da máquina de costurar e bordar de d. Ivanilda, contamos com as doações de: Vera Meirelles Whitaker, Stefany de Souza Basso, Taynara M. Oliveira Marini, Thaís, Ana Claudia Michels, Way Model Management, Isabella e Yvan, Juliana Mesquita, Verena Sanchez Bohrer, Filipe Hillmann, Sergio Barreto, Renata, Nicolas Jean. F. Mahler, Thaís kreimer, Renata F. T. Assunção, Airton Pivetta Martins, Marcella Farah N. Amadio, Karla Silva, B. e Fernanda, Nathalia Ottoni C. Bastos, Regiane Cristina G. Santos, Fabio B. e Pedro.
PÁSCOA de 2018
Entrega dos ovos de Páscoa "Diamante Negro" à família!
Entrega da máquina para que d. Ivanilda tenha autonomia pecuniária.
Confira o blog "Bordados & Crochês" AQUI e faça sua encomenda para que esta família possa prover seu sustento, pois d. Ivanilda é exímia artesã.
No Natal de 2018, Jam ganhou sua cadeirinha nova de passeio!
Em ABRIL de 2019, Jam ganhou um ar-condicionado para não sofrer no verão!
Gratidão a Regina Macri, Sandra Regina Gorski Rego, Ana Karina Rodrigues Pucci Akaoui e Ana Cristina Curado Martins.
Em 06, 07 e 08 de DEZEMBRO de 2019, Jam visitou o mar pela primeira vez! Obrigada, Leonardo!!!
Em maio de 2018 - Nosso amado Papa Francesco abençoou a foto do Jamesson.
ESCOLHA & CLIQUE (leia no topo). Cultura faz bem ao Espírito!
Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa(no todo)precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.
Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.
Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.
Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché)de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.
A necessidade da ordem(kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida(hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneoversus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia(Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").
Com os exponenciais poetas(aedos) Homero(Ilíada e Odisséia), Hesíodo(A Teogonia e O trabalho e os dias),além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.
O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências(dýnamis)envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.
AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.
E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.
Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.
Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.
Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.
A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga(Arcaica, Clássica e Helenística).
Nessa imagem de Bouguereau, Orestes(Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc)é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).
O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.
Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.
A ARETÉ (excelência) do Homem
se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto.(Aristóteles)
Busque sempre a excelência!
TER, vale + que o SER, humano?
As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.
Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.
Ser "sem nôus", ser "sem amor"(bom daimon) é ser "sem noção".
A Sábia Mestre: Rachel Gazolla
O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)
Você se sentiu ofendido...
irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br