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luciene felix lamy EM ATO!

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1 de mar. de 2014

Os Sete Enforcados: paradoxo das finalidades e dos efeitos das penas



Na obra do francês Victor Hugo, “O último dia de um condenado” (1829), vivenciamos as angústias de um condenado à morte (Clique AQUI).

Agora, trazemos “Os sete enforcados”, a mais impressionante novela do jurista e escritor russo Leonid Andreiev (1871-1919), que explicita a psique de sete pessoas sentenciadas ao enforcamento.

As coisas nos acontecem, mas também “acontecemos” às coisas, portanto, é digno de nota que, mesmo tendo recebido a mesmíssima pena capital, cada um dos personagens encarará a iminência do fim de suas existências de modo distinto, o que nos permite refletir de outro modo quais podem ser as finalidades ou quais podem ser os efeitos de uma pena.

São cinco homens e duas mulheres. Dois desses homens recebem a pena de morte por terem praticado homicídio; já os demais pelo planejamento de, num ato terrorista, matar um Ministro.

O rude camponês Ivan Ianson e o não menos tosco, Michail Golubetz, o Michka, também conhecido como “O cigano”, ambos condenados por assassinato, distinguem-se dos terroristas.

Alcoólatra, Ivan Ianson, que matou o patrão e tentou estuprar a patroa, parece não ter a menor noção do alcance de seus crimes, tampouco da pena. Simplório de tudo, o que faz é mover-se com a lentidão de uma lesma e repetir, cabisbaixo, o tempo todo: “Não deveis enforcar-me.”. Alheio, ele simplesmente se recusa a acreditar no inevitável: que será enforcado!

Já Michka, o cigano, que até se orgulhava de seus crimes: “saque a mão armada, seguido do assassínio de três pessoas”, considera sua sentença justa, justíssima. Com inescrupulosa altivez, proclamava; “Nós, os de Orel, somos todos de ‘cabeça quente’... Somos os pais de todos os ladrões do mundo! Isso nem se discute!”.

Devido ao seu instinto maternal nato, durante toda vida, a jovem Tânia Kovaltchuk só pensava e fazia tudo pelos outros. A comoção pelo sofrimento dos companheiros eclipsava a consciência de seu terrível destino. Esse genuíno altruísmo fazia-a esquecer-se de que também fora condenada, de que, em breve, também deixaria de existir.

Sofria ao lembrar que um dos comparsas estava sem tabaco e, que o outro, talvez não conseguisse o chá forte de que tanto gostava: “(...) a ideia de que um homem não pudesse fumar, na vigília da sua morte, era para ela insuportavelmente penosa”. Sua preocupação era dar alento aos colegas, pensava neles, o tempo todo: “Como seria acolhido, nas outras celas, aquele obstinado e doloroso apelo da morte?”, indagava.

Já a outra moça do grupo, Mússia, sentia-se feliz: “(...) procurava emocionada justificar diante de si mesma como exatamente a ela, tão moça ainda, tão humilde, que fizera tão pouco, fora designada a morte mais bela, a que podia ser considerada como um privilégio dos mártires”. Questionava o merecimento dessa “distinção”, que cegamente tomou para si. 

Sua fé nessa perspectiva era tão, mas tão enraizada, que “(...) o seu único desejo é o de explicar, de provar que não é uma heroína, que morrer não é uma coisa terrível, que não deve ser lamentada, que ninguém se deve afligir por ela.”. Eis aqui, mais um vislumbre do quão forte é o que cremos, seja lá no que for.

Absorta em sua confusão, pergunta: “É possível, é possível que eu mereça que me lamentem? E um júbilo indizível invade-lhe a alma. Já não há dúvida! Eleita! Eleita entre todos! Tem direito a figurar entre os heróis que, de todos os países, de século em século, voam para as alturas do céu através das chamas, das execuções capitais. Que serena paz! Que infinita felicidade! Tem a impressão de livrar-se, imaterial numa luz divina.”.

Mússia experimentava essa sensação única e filosofava: “Como não existe imortalidade, quando ela [Mússia] já era imortal? De que outra imortalidade, de que outra morte se poderia falar, quando ela já está morta e igualmente imortal, viva dentro da morte, como se fosse viva dentro da vida?”.

Estava tão convicta que, em seus devaneios afirmava: “Podem-me enforcar, mas não morrerei. Como posso morrer, quando já sou imortal?”. Por fim, dormia tranquila, diz o narrador, sorrindo em sua imortalidade.

O também condenado à forca, Sérgio Golovin, fora dotado de serenidade na alegria de viver, “em virtude da qual todos os pensamentos maus ou funestos para a vida desaparecem com rapidez e deixam incólume o organismo.”. Seu apetite manteve-se voraz e ingeria, além da sua parte, também a dos companheiros, já avessos aos alimentos.

Entristecendo-se pelo plano ter sido mal combinado, disse consigo mesmo: “Agora há uma coisa que é preciso fazer bem, é morrer.”. E recobrou a alegria. Sim, a alegria, pois era assim que se dedicava diariamente à ginástica, para manter o corpo forte e robusto.

Com o tempo, caiu em si e ponderou: “Para que o corpo morra mais facilmente é preciso debilitá-lo e não fortalecê-lo.”. Questionando-se se temia mesmo a morte, concluiu: “O que sinto é perder a vida. É uma coisa admirável, digam o que quiserem todos os pessimistas.”.

E Sérgio Golovin padecia: “A morte ainda não estava ali e a vida já parecia ausente (...) sofria, não por ver a morte, mas por ver a vida e a morte ao mesmo tempo.”. Repetia para si que era preciso conformar-se. E ponto.

Apavorado, Vassili Kaschirin “(...) terminava a sua vida na angústia e no terror.”. Quando o medo tornou-se insuportável, tentou rezar; mas, sentindo amargo rancor pelos preceitos religiosos alimentados na casa do pai, não tinha fé.

Em sua infância, certa vez, ouvira três palavras que o impressionaram, que guardou e às quais se fiou o tempo todo: “Consolo dos aflitos!”. Murmurava essas três palavras e sentia-se imediatamente aliviado. Temendo cada vez mais, o mistério insondável da morte que se aproximava, repetia em tom suplicante: “Consolo de todos os aflitos, desce até mim, sustém-me.”. Aos poucos, a loucura se infiltrava.

Werner falava alemão, francês e inglês, vestia-se bem e tinha excelentes maneiras: “De todos os terroristas, era o único que podia aparecer em sociedade sem risco de se denunciar.”. Diz-se que também tinha uma qualidade muito rara: ignorava o medo. “Não conhecia o terror, como há quem nunca tenha conhecido uma dor de cabeça.”

Decidiu receber a morte com calma, viver até o fim como se nada tivesse acontecido ou fosse acontecer: “Só assim poderia demonstrar o seu profundo desprezo pelo suplício e conservar a sua liberdade de espírito.”.

Surpreendeu a todos, no entanto, dizendo que os amava: “Sim, agora amo! Não é preciso dizer a ninguém, que eu tenho vergonha, mas amo apaixonadamente meus irmãos!”.

Aos pares, foram enforcados. E, depois, “O sol surgiu lá em cima, sobre o mar.”.

Após os carrascos deitarem os cadáveres nos caixões, todos “(...) voltaram pelo mesmo caminho que pouco antes tinham trilhado com vida.”.

A pena e a morte são o que são. Enquanto que nós, somos isso, aquilo... Tudo. E nada.

Luciene Felix Lamy
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-romana na
Galleria Borghese, Roma

25 de fev. de 2014

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R.S.V.P. - E-mail: mitologia@esdc.com.br

1 de dez. de 2013

Movimentos filosóficos helenísticos: O epicurismo (Parte II)

 “Devemos indagar por ocasião de todos os desejos: o que há de acontecer quando o meu apetite for satisfeito, e o que acontecerá se ele não o for?”. Epicuro

Nem movimento hippie, nem punk, tampouco o grunge, nas últimas edições trouxemos as principais ideias propostas por três movimentos que surpreenderam os antigos greco-romanos, conquistando muitos adeptos: o cinismo de Diógenes de Sínope, o estoicismo de Zenão e o epicurismo, de Epicuro.

Para concluir esse breve resumo de algumas das ideias propostas por Epicuro, versaremos sobre a importância de controlar, de “calibrar” nossos desejos para conquistar o prazer de uma vida feliz que, além de ser a principal característica do epicurismo é também a maior fonte de mal-entendidos e de preconceitos quanto a essa corrente filosófica.

Em sua “Carta a Meneceu”, Epicuro foi bem claro: “Quando dizemos que o prazer é o fim [télos = propósito, objetivo, finalidade] da vida, não nos referimos aos prazeres da gente dissoluta [desregrada, devassa, libertina] e aos que residem no gozo, como acreditam aqueles que ignoram nossa doutrina”. Obviamente, há prazeres vis e prazeres legítimos, edificantes.

O desvirtuamento do que é uma vida prazerosa se acentuou quando o epicurismo foi adotado em Roma, tornando-se sinônimo de lascívia, de indolência.

O prazer (em grego, hedoné) para Epicuro é a ausência de sofrimento e não sensualidade, luxúria. O que ele intenta, através de sua filosofia é certa “tranquilidade prazerosa” atestando que o prazer já está “programado” em nossos genes.

Cícero, discípulo de Epicuro, escreveu: “Todo animal, desde o nascimento, busca o prazer e foge da dor como o maior dos males [...].”, afirmação esta que sabemos ter sido corroborada, séculos depois, pelo “Pai” da psicanálise, Sigmund Freud.

Cordero chama a atenção para o fato de que essa relação entre a dor a ser evitada e o prazer a ser alcançado é essencial para que possamos compreender o que é o prazer para Epicuro, que em uma de suas Máximas Capitais afirma: “A eliminação do sofrimento é limite do alcance do prazer. Quando o prazer está presente, a dor, a pena, ou ambos de uma só vez, estão ausentes”.

Podemos pensar a felicidade e o prazer como sendo frutos da ausência de sofrimentos, sem dúvida, mas como percebemos os sofrimentos?

Através da sensação, indica o epicurismo: “É a sensação que detecta tanto o sofrimento como o momento em que este cessa, mas os estímulos sensoriais chegam à alma, que é a que efetivamente sente”.

Sendo assim, é a alma que deve analisar quais prazeres ela precisa eleger e quais convêm de que se abstenha para que não soframos: “Esse controle da alma se exerce sobre os desejos, já que o prazer é a concretização de um desejo”, insiste Epicuro.

Desejo em grego é “epithymía”, sendo que o prefixo “epi” significa dirigir-se, ir até. E, “thymós”, significa peito, coração. O desejo, então, é uma tensão em busca de algo, um anseio por algo que preencha o peito.

Mas é ela, nossa alma, a responsável por permitir ou impedir que esse desejo se realize, ou seja, que se transforme em prazer.

Para a filosofia epicurista, nossos desejos podem ser estratificados como sendo: 

a) naturais e necessários; 
b) naturais, mas desnecessários ou ainda, 
c) nem naturais nem necessários: vazios.

Quanto aos nossos desejos naturais e necessários, a alma deve admiti-los, pois seu objetivo é assegurar a sobrevivência do ser humano: “Este é o clamor da carne: não ter fome, não ter sede, não ter frio. Quem alcança tais estados pode rivalizar com Zeus”. 


Além de comer, beber e vestir-se, morar, ter amigos e filosofar (que, segundo Epicuro é o que vai nos curar de todos os sofrimentos) também são desejos naturais e necessários.

Há outros desejos que, mesmo sendo naturais, são desnecessários e podemos optar por satisfazê-los ou ignorá-los. Entre eles está o desejo sexual e a tendência à beleza estética que “se trata de um desejo desnecessário, pois se pode prescindir dele para viver e, mais grave, pode ser pernicioso [doentio, nocivo] (...).”, pois, desenfreados, extrapolam, driblando o senso de saciedade.

Por fim, há os desejos que nem são naturais nem necessários, que Epicuro denomina-os de “vazios”, pois são ilimitados, como é o vazio. Como exemplos desses tipos de desejos, Epicuro cita o desejo de que a alma seja imortal, de acumular riquezas ou de amar infinitamente, tornando-nos ciumentos.

Segundo Epicuro, “Um estudo dos desejos deve condicionar toda escolha e toda recusa à saúde do corpo e à imperturbabilidade da alma, que é o fim da vida bem-aventurada”, sofremos quando estamos carentes de algo. Cessou a carência, surge o prazer.

Mas salienta que, uma vez que o sofrimento oriundo de uma carência cesse, isso não significa que o prazer possa aumentar: “Essa situação de quietude, de calma, de tranquilidade, caracteriza-se pela presença daquilo que Epicuro chama de ‘o prazer em repouso’”, diz o estudioso Néstor Luis Cordero.

Talvez, o que traduza bem essa sensação agradável de bem-estar e de serenidade seja o tão famoso quanto almejado “estar em paz”.

Para que tenhamos uma vida realmente feliz é necessário que saibamos escolher bem quais desejos iremos satisfazer e aos quais devemos recusar. Para sacar desse discernimento possuímos “sagacidade” (phrónesis), que Epicuro diz ser até superior à filosofia: “caso se escolha satisfazer o desejo de filosofar, é porque a sagacidade – que é prévia – escolheu bem”.

Assim como na Escola de Diógenes (os cínicos), para os epicuristas, uma das características dos sábios é justamente a autossuficiência (autarquia) que nos livra da tirania de sermos reféns da necessidade de bens exteriores, como diz Cordero: “Quem está acostumado a viver frugalmente, encontra um autêntico prazer em não precisar de nada; quem está acostumado à abundância, por outro lado, nunca estará satisfeito e será escravo da tirania e de falsas necessidades”.


Estarmos cônscios de que a morte não deve ser temida (vide as razões no artigo anterior, clicando aqui), sabermos escolher com lúcida sagacidade quais desejos serão privilegiados e que a liberdade é possível, isso é ser Sábio. Se agirmos assim: “viverás como um deus entre os homens”, diz Epicuro.

Dezembro. Vivenciamos o encerramento de mais um ciclo; o momento é oportuno para um balanço de vida, rever nossos sonhos e refletirmos sobre quais desejos eleger para que possamos atingir a plenitude dessa vida prazerosa e feliz acenada por Epicuro. Um Ano Novo de Paz, amigos.
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Eis que a Sabedoria reina, mas não governa, por isso, quem pensa (no todo) precisa voltar para a caverna, alertar aos amigos. Nós vamos achar que estais louco, mas sabes que cegos estamos nós, prisioneiros acorrentados à escuridão da caverna.

Abordo "O mito da caverna", de Platão - Livro VII da República.

Eis o télos (do grego: propósito, objetivo) da Filosofia e do filósofo. Agir na cidade. Ação política. Phrônesis na Pólis.

Curso de Mitologia Grega

Curso de Mitologia Grega
As exposições mitológicas explicitam arquétipos (do grego, arché + typein = princípio que serve de modelo) atemporais e universais.

Desse modo, ao antropomorficizarem os deuses, ou seja, dar-lhes características genuinamente humanas, os antigos revelaram os princípios (arché) de sentimentos e conflitos que são inerentes a todo e qualquer mortal.

A necessidade da ordem (kósmos), da harmonia, da temperança (sophrosyne) em contraponto ao caos, à desmedida (hýbris) ou, numa linguagem nietzschiana, o apolíneo versus o dionisíaco, constitui a base de toda antiga pedagogia (Paidéia) tão cara à aristocracia grega (arístois, os melhores, os bem-nascidos posto que "educados").

Com os exponenciais poetas (aedos) Homero (Ilíada e Odisséia), Hesíodo (A Teogonia e O trabalho e os dias), além dos pioneiros tragediógrafos Sófocles e Ésquilo, dispomos de relatos que versam sobre a justiça, o amor, o trabalho, a vaidade, o ódio e a vingança, por exemplo.

O simples fato de conhecermos e atentarmos para as potências (dýnamis) envolvidas na fomentação desses sentimentos, torna-nos mais aptos a deliberar e poder tomar a decisão mais sensata (virtude da prudencia aristotélica) a fim de conduzir nossas vidas, tanto em nossos relacionamentos pessoais como indivíduos, quanto profissionais e sociais, coletivos.

AGIMOS COM MUITO MAIS PRUDÊNCIA E SABEDORIA.

E era justamente isso que os sábios buscavam ensinar, a harmonia para que os seres humanos pudessem se orientar em suas escolhas no mundo, visando atingir a ordem presente nos ideais platônicos de Beleza, Bondade e Justiça.

Estou certa de que a disseminação de conhecimentos tão construtivos contribuirá para a felicidade (eudaimonia) dos amigos, leitores e ouvintes.

Não há dúvida quanto a responsabilidade do Estado, das empresas, de seus dirigentes, bem como da mídia e de cada um de nós, no papel educativo de nosso semelhante.

Ao investir em educação, aprimoramos nossa cultura, contribuimos significativamente para que nossa sociedade se torne mais justa, bondosa e bela. Numa palavra: MAIS HUMANA.

Bem-vindos ao Olimpo amigos!

Escolha: Senhor ou Escravo das Vontades.

A Justiça na Grécia Antiga

A Justiça na Grécia Antiga

Transição do matriarcado para o patriarcado

A Justiça nos primórdios do pensamento ocidental - Grécia Antiga (Arcaica, Clássica e Helenística).

Nessa imagem de Bouguereau, Orestes (Membro da amaldiçoada Família dos Atridas: Tântalo, Pélops, Agamêmnon, Menelau, Clitemnestra, Ifigênia, Helena etc) é perseguido pelas Erínias: Vingança que nasce do sangue dos órgãos genitais de Ouranós (Céu) ceifado por Chronos (o Tempo) a pedido de Gaia (a Terra).

O crime de matricídio será julgado no Areópago de Ares, presidido pela deusa da Sabedoria e Justiça, Palas Athena. Saiba mais sobre o famoso "voto de Minerva": Transição do Matriarcado para o Patriarcado. Acesse clicando AQUI.

Versa sobre as origens de Thêmis (A Justiça Divina), Diké (A Justiça dos Homens), Zeus (Ordenador do Cosmos), Métis (Deusa da presciência), Palas Athena (Deusa da Sabedoria e Justiça), Niké (Vitória), Erínias (Vingança), Éris (Discórdia) e outras divindades ligadas a JUSTIÇA.

A ARETÉ (excelência) do Homem

se completa como Zoologikon e Zoopolitikon: desenvolver pensamento e capacidade de viver em conjunto. (Aristóteles)

Busque sempre a excelência!

Busque sempre a excelência!

TER, vale + que o SER, humano?

As coisas não possuem valor em si; somos nós que, através do nôus, valoramos.

Nôus: poder de intelecção que está na Alma, segundo Platão, após a diânóia, é a instância que se instaura da deliberação e, conforme valores, escolhe. É o reduto da liberdade humana onde um outro "logistikón" se manifesta. O Amor, Eros, esse "daimon mediatore", entre o Divino (Imortal) e o Humano (Mortal) pode e faz a diferença.

Ser "sem nôus", ser "sem amor" (bom daimon) é ser "sem noção".

A Sábia Mestre: Rachel Gazolla

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O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

O Sábio Mestre: Antonio Medina Rodrigues (1940-2013)

Você se sentiu ofendido...

irritado (em seu "phrenas", como diria Homero) ou chocado com alguma imagem desse Blog? Me escreva para que eu possa substituí-la. e-mail: mitologia@esdc.com.br